As inverossimilidades de Grey’s Anatomy

Para quem acompanha na timeline, sabe que comecei a ver Grey’s Anatomy recentemente e viciei na série. Sim, é um seriado médico e não, não adianta comparar com House, pois é totalmente diferente. Enquanto em GA o foco é a vida amorosa dos médicos, no House o foco são os casos surpreendentes e o relacionamento médico-paciente, portanto, casos entre médicos, fofocas, intrigas e tudo o que uma novela tem direito é o que você verá em Grey’s. Mas é com tristeza que pude notar algumas coisas no seriado que faz o telespectador se perguntar: “Hein? Certeza que isso é escrito por adultos?”, pois de vez em quando acontecem umas coisas dignas de Nárnia (sem ofensas). Eis a lista:

(Tentei ser cuidadosa, mas este post pode conter spoilers)

1. O sex appeal de Cristina Yang: você pode não ser admirador de Lucy Liu, mas você sabe o que é uma oriental bonita quando vê uma e esta não é Cristina Yang. Ela tem uma cara comprida estranha (long face is long), olhos tristes e uma boca esquisita. A única coisa de fato bonita nela é o cabelo, nem o corpo possui algo de notável. Fora isso, a voz dela lembra bastante o Bisonho, amigo do ursinho Pooh, portanto, como ela conseguiu namorar o Preston Burke e o Owen Hunt e ainda ter um Jackson Avery no pé dela NINGUÉM EXPLICA!

Cristina Yang é assim.
Os roteiristas de Grey’s Anatomy a enxergam assim.
2. O RH pamonha do hospital: o chefe da cirurgia Dr. Webber coloca e tira quem ele quiser daquele hospital na hora que ele quiser? Se ele fosse um dos mantenedores do hospital, até eu entenderia, mas essa facilidade para trazer a Addison para o hospital (alguém foi demitido para ela ficar lá?) e o Sloan; promover e demitir como quem está montando time de queimada no colégio me deixa perplexa ao notar a flexibilidade digna de flubber que o RH do Seattle Grace Hospital possui.

3. A neutralidade de Izzie Stevens: os homens morrem por uma Cristina Yang e só o Karev conseguiu enxergar a aparição que é a Izzie? Sério, deveriam fazer uma ressonância e procurar por tumores em todos os homens daquele hospital. Não é à toa que a atriz (Katherine Heigl) é uma das poucas que teve imenso destaque no cinema, enquanto o sex appeal de Cristina Yang deve existir só na cabeça dos roteiristas mesmo. (Sim, eu sou a favor da valorização do cérebro em detrimento da aparência física, mas convenhamos que isso é algo que só existe na minha cabeça, portanto Grey’s Anatomy não faz sentido).
Quem notaria um ser tão sem graça, não é mesmo?
4. Qual o cargo do doutor Webber? Tem horas que ele age como chefe da cirurgia, como dono do hospital, como dono das pessoas. Qual é o cargo dele afinal? (é uma retórica, ele é chefe da cirurgia, segundo o script)
Dr. Webber não curtiu este post.
5. Os melhores do universo: sério mesmo que pode-se dizer que o Seattle Grace é o melhor hospital da Galáxia? Que eles tem o melhor cirurgião plástico, melhor cirurgiã de G.O., melhor neurocirurgião, melhor isso, melhor aquilo, melhor enfermeira de pós-operatório, melhor copeira, melhor flanelinha do estacionamento do mundo? Esse lance de eles ficarem dizendo que são os melhores da área tem horas que soa forçado demais.
6. É gratuito ou não é? Um dia a Izzie pagou a cirurgia de uma adolescente, pois o convênio não cobria, no dia seguinte, um mendigo estava sendo submetido a uma cirurgia de alta complexidade e eu me pergunto: Dr. God Webber é quem define isso também?
7. O que é imortal não morre no final: é fato, quase ninguém morre. Pode não haver cura, pode não haver pesquisa com resultado satisfatório, não importa; Shepherd passa o dia pesquisando no Google e acha uma maneira de tornar um tumor inoperável um procedimento tão simples quanto uma apendicectomia e ninguém morre! Nunca, a vida é sempre linda no hospital. Conte quantas pessoas morreram e quantas morreriam se aquilo fosse a vida real. (Lembrando que morrem tão poucos que os médicos ficam super traumatizados quando isso acontece, como se fosse algo totalmente anormal).
Mais importante do que saber operar é saber manter esse cabelo impecável.
8. Estão perdoados os teus pecados: os residentes são uns demoniozinhos que fazem coisas bizarras, já roubaram até órgãos para transplante. Isso mesmo, ROUBARAM. E claro, tudo em Grey’s é na base do perdão, do “errar é humano” e do “dá um abraço e vai ficar tudo bem agora”. Enquanto no Brasil, uma turma da medicina que estava pra lá de alegre invadiu um Pronto Socorro e quase foi impedida de formar por isso.
9. Vórtex: assistindo Grey’s você percebe que há uma enorme quantidade de tempo disponível para os plantonistas dormirem uns com os outros nos quartos de plantão, que não são individuais. O que você percebe é que há também há um enorme consentimento entre eles: estou há 18 horas trabalhando, mas meu colega quer pegar a enfermeira, portanto não vou para meu quarto dormir, vou ser legal e ficar trabalhando (simples, não?). E você percebe que há um vortex fazendo com que exista tempo hábil para dormir uns com os outros e até trair uns aos outros durante o próprio plantão.
10. A condição financeira da Torres: Callie parecia uma residente bem sofredora, vivendo escondida nos fundos do hospital, no meio de uma bagunça, como se fosse um ratinho. Então casou com o Dr. XX (tentando não dar spoilers) e passa a viver em um hotel? E aí se descobre que seu pai é milionário? Se ela nunca esteve brigada com ele antes, por que morava escondida “no calabouço”? Na verdade a minha pergunta é por que ela existe? Acho a dra. Torres tão fundamental quanto a Kate Austen era para o Lost: um pé no saco.
Fique encarando as sobrancelhas dela e tente dormir depois disso.
Discorda de algum ponto e tem um bom esclarecimento para dar? Tem algum ponto para acrescentar? Comente e vamos discutir o assunto!

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18 comentários sobre “As inverossimilidades de Grey’s Anatomy

  1. Jess vc está em que temporada? só discordo da 'desnecessidade” de Calie. Eu tb não suportava ela quando chegou, mas agora ela se tornou super importante para o seriado. E Eu amoooo as cenas dela e do par romântico dela. É o casal para quem eu mais torço!

  2. *ATENÇÃO SPOILER*

    Nine, estou na 6ª temporada e a Callie já está com a fofíssima da XX. Olha, eu gosto da Callie com ela, eu gosto da amizade da Callie com o Mark, acho a especialidade dela a cara dela. Mas ela aparentemente só dá trabalho, fora que nenhum residente quer aprender nada com ela, ela parece estar lá mais pra ser um gerador de conflitos e equilíbrio da trama do que uma médica necessária.

  3. Yang? E Doutora Bailey? Acho que isso tá mais ligado a personalidade, mas vale uma Yang fortíssima, do que uma Izzie que só chora. A Izzie eu acho sem graça, se ela não tivesse lá não sentiria falta. A Torres eu gosto, pq ela e seu par é mto cute.Depois de 7 temporadas eu ainda não sei se gosto do Dr Shepherd, acho que ele tem o carisma duvidoso.

  4. Então, não conheço a série a fundo pois quando comecei a ver e vi alguns capítulos vi muito disso tudo que você falou Jess e então achei a série um purgante e parei de ver. Há de fato uma “existência” de imaturidade no roteiro, que realmente te faz pensar ser a série está sendo escrita por adultos e para adultos. E acho que esta “existência” vá muito além da série em si.

    Durante um tempo eu vi vários episódios da série Dr Hollywood (gosto de ver os procedimentos cirúrgicos e seus resultados) acontece que vendo os depoimentos de pacientes, familiares e médicos desta série, o que eles consideravam questões difíceis de lidar, o que consideravam problema, o que era fundamental, fui percebendo uma absurda imaturidade na sociedade do americano médio. Massa é média e ordinária em qualquer lugar do planeta, mas no caso deles parece ainda existir uma acentuada imaturidade para lidar com questões interpessoais e entrapessoais e um moralismo declarado que é absolutamente patético.

    E a série GA tem isso em sua estrutura. É absurdo ver, por exemplo, uma médica se acabar de chorar, quase entrando em estado de choque, só porquê um paciente que chegou meio morto no PS acabou de morrer! Fico imaginando se todo médico de PS, de uma cidade como SP, desabasse a chorar por que um bandido moribundo acabou de morrer com o tiro que levou, como seria o lugar! Acima de tudo um médico tem que ter maturidade para lidar com a morte, e saber que ela é natura e que irá acontecer. E em muitos momentos a série parece querer mostrar o médico como pessoa comum, mas pessoas comuns também precisam ter maturidade para lidar com este fenômeno natural.

    Me incomodou também o moralismo, todos são perdoados, ninguém tem sequer a licença de médico ameaçada, ninguém morre, tudo se cura, o que constrói um universo de fábula como se o mundo fosse perfeito! O que é uma característica da imaturidade. E sobre a questão da Yang o que vejo é um forçar de barra para tentar fazer o telesctador engolir a importância da “mulher comum”. Tudo bem, eu também sou das pessoas que considera que um corpo sem cérebro é estátua e não tem função, a não ser a de uma estátua – ficar em um pedestal proporcionando uma graça visual em um canto. Acontece que ai entram duas coisas, primeiro, que o número de pessoas que dá esta importância em função do cérebro é realmente pequeno. O mediano, de qualquer cultura, se move pelo apelo visual, guiado pela noção cultural de beleza que há em sua sociedade e a Yang está muito distante de ser um padrão de beleza norte-americano. E segundo, que apelo sexual é algo que vem da postura da pessoa e não de sua aparência. É algo que transborda da pessoa, como o charme, por exemplo, e esta coitada não tem isso nem se nascer de novo. Até seria possível e interessante ter um galã caído por ela para ela esnobando o tempo todo, mas daí a fazer fila é complicado de engolir.

    É estranho ver uma série com adultos tendo problemas dignos de adolescentes de 13 anos que se sentem ruins pelo papai ausente. É muito estranho ver estes adultos, médicos, deixarem problemas que se resolve com meio minuto de diálogo se tornar um “fim do mundo” do relacionamento.

  5. Então vamos lá, havia comentado que descordava de 98% do post, assim sendo, seguem as minhas ponderações:

    1) De fato, beleza é algo extremamente relativa, visto que não acho a anã pseudo sensual Lucy Liu nada atraente ou algo que pudesse atrair a atenção de todos os homens de forma avassaladora (como se fosse necessária muita coisa pra isso). Logo, descartada a hipótese de Yang ser somente um patinho feio, que aliás, passa praticamente toda a 1ª temporada forever alone, e que em alguns momentos me fez acreditar que ela era uma workaholic assexuada, em NENHUM momento vi todos os homens da série se jogando aos pés da Yang, nem com a Yang nem com ninguém (exceto os pares românticos e o Sloan que se joga pra qualquer uma). Convenhamos, Burke e Hunt não são nenhum deus grego, o Jackson sim é fofo mas a carência justificaria.

    2) O Webber é o chefe do hospital, tem autonomia pra demitir e contratar quem quiser, ou então não seria o chefe. Somente em casos muito específicos recorre aos “diretores”, todas as demissões e contratações sempre foram justificadas na série (é claro que na realidade a entrada e a saída de um determinado personagem está ligado ao fato de que a série precisa manter um rítimo e por ser uma obra aberta e o desespero da ABC pra manter a audiência justificam).

    3) Acho a Katherine Heigl linda pra c%ˆ@!* , mas nunca vi a intenção da Shonda em explorar somente a beleza dela na séria, o que séria algo óbvio e clichê. Katherine Heigl só pode fazer papel de lindona e ponto, da chata que chora o tempo todo e não quer descontar um cheque de milhões não?! Ahhh vá! O que é estranho pra uns, pra mim nada mais normal.

    4) O caráter do Webber sempre esteve em avaliação por quem assiste Grey’s, SIM ele manda e desmanda e em alguns momentos acha que é Deus, isso se chama arrogância e pretenção, traços de personalidade que SEMPRE batem de frente com a Grey, uma das poucas que o encara e diz o que pensa sobre ele.

    5) É uma obra de ficçao, então a autora pode dizer se lá trabalham os melhores ou os piores médicos do mundo. É como se dissesse: “EEEEEPA o Seattle Grace não é o melhor hospital, ele nem existe, isso é mentira!” Óbvio, não existe mesmo!

    6) Não lembrei desse EP do mendigo. Qual é?! rsrs

    7) Não morre, como assim gente?! O O’malley foi apelidado de 007, porque praticamente tinha licença pra matar. A Bailey sofre, e ainda tá sofrendo, quase duas temporadas por causa da morte da sua paciente de colostomia. Tem que ver issâe produção…

    8) A trama rola em torno dessas bizarrisses, não faria sentido levar ao pé da letra e punir todas as loucuras da série, como bem disse, a medicina é um pano de fundo para os conflitos emocionais, Law and Order existe e tem o seu propósito, vamos deixar isso com eles…

    9) kkkkkk Basicamente é isso.

    10) HERESIA! Quando a Callie entrou achei desnecessário e não gostava dela, mas é simplesmente uma das personagens que mais cresceram na série e que amo de paixão. Dizer que ela é dispensável é passível de excomunhão!

  6. (comentei sem espaços estava horrível de ler, eis agora:)

    Oi Cléber, é com muita alegria que poderei responder aos seus comentários. Fiquei feliz que alguém se deu ao trabalho de rebater meus argumentos.

    1) Homens que ficaram caidinhos pela Yang: aquele professor velho de cardiologia, dr. Burke, Dr. Hunt e Dr. Avery. Cara, o primeiro dá até para perdoar, mas o resto, ter passado por Izzie Stevens, Arizona (mesmo sendo gay), e até a Meredith que parece que morreu e esqueceram de enterrar e serem loucos pela Yang é forçar a barra demais! Ela é chata, arrogante, feia, não tem nada de meiga, não é romântica, não sabe conversar e todos são loucos por ela? Se fosse pelo menos bonita, ou bonita por dentro, daria pra entender.

    2) Dr. Webber não é chefe do hospital, é chefe do setor de cirurgia. Não lembra que em cada lugar tem alguém que manda? Ele não apita no PS, nem na onco, por exemplo. Se de tudo não acreditar em mim, São Google das Causas Imbuscáveis te responde: http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Webber

    3) Além de ser uma aparição, a Izzie era das poucas médicas realmente preocupadas com a história dos pacientes, mas foram distorcendo a personagem dela a tal ponto que ela virou uma fofoqueira babaca. Mas Sloan, Hunt, Burke, todos os residentes do Mercy West e todos os homens do planeta olhariam e morreriam por ela IRL. E ela é inteligente, competente e muito atenciosa. O fato de só o Alex enxergá-la é assustador e forçando o “brain rules”. Quem me dera que o mundo fosse como os roteiristas de GA descrevem…

    4) Eu já trabalhei em hospital e já assisti House M.D. e sei que administração hospitalar não é essa “fiesta” que o Dr. Webber faz ser. Prefiro muito mais uma Cuddy sofrendo para encaixar as necessidades do hospital com o que é melhor a fazer para atender os pacientes, do que um cara que fica mudando tudo o tempo todo e faz com que a única coisa sofrível no hospital seja a vida amorosa dos personagens, sendo que uma realidade administrativa cairia muito bem à trama.

    5) Eu estou falando de “inverossimilidade” e você me rebateu com “isso é uma obra de ficção”. reveja seus argumentos, pois não pretendo subestimá-lo neste momento.

    6) Vou lembrar para você o maior caso de caridade do Seatlle Grace Hospital: Ava. Uma estranha encontrada perdida, sem memória, sem documentos, sem dinheiro que fez até cirurgia plástica D= Fora os meses de internação, um gasto total de mais de 300 mil dólares? Não duvido nada.

    7) O irmão da Addison não morreu, mesmo com 8 cistos inoperáveis na cabeça D= Izzie estava completamente acabada com o câncer e está aí vivendo melhor que eu! Eles forçam muito a doença e ninguém morre.

    8) Novamente repito: o título do post é “inverossimilidades de Grey's Anatomy”, portanto Cléber, eu estou falando justamente o que não faz sentido na série.

    9) hahahhah we all agree.

    10) hahhaha todos adoram a Callie, já entendi essa. Mas eu jogaria ela fora numa boa, concordo que este foi um ponto que expressou apenas a minha opinião.

    Observação final: você deveria não ter sido preconceituoso com o Oficial de Ciências, pois os comentários dele foram muito válidos, como usualmente são.

  7. Caro Oficial de Ciências,

    Maturidade e moralismo: falou tudo. Num lugar em que se trabalha com traumas severos, não dá tempo para tanto drama, e essa de “tudo se perdoa”, a gente percebe que qualquer um tem a licença médica cassada POR MUITO MENOS!

  8. O preconceito é algo que geralmente se manifesta através do ato de ignorar um fato e busca julgar este fato com base nos conceitos que se possui dele, sem, entretanto, o conhecer. O dilema contido nisso é que a pessoa fundamenta sua defesa no próprio conceito/gosto e não na ciência do fato observado. Claro, todos somos livre para isso, porém com este ato não se estabelece uma opinião bem fundamentada.

    Quando cito Dr. Hollywood (quero deixar realmente claro) não objetivo compará-lo ao GA, até por não ser correto. Dr.H é um “reality” sobre cirurgias plásticas, GA é uma série ficcional sobre relacionamentos interpessoais e intrapessoal. Porém ambos possuem elementos comuns como o fato de acontecerem dentro do universo médico e a abordagem ao meio de vida e relacionamentos do americano médio. A diferença deste ultimo é que no Dr H isso é mostrado como relato pelos personagens enquanto em GA é abordado no roteiro como elemento fundamental à trama.

    E o que digo sobre a semelhança entre ambos é a imaturidade do americano comum relatada no Dr H. e mostrada no GA como elemento de estória.
    Claro que GA é uma série ficcional, não creio que seja isso que esteja e debate. Acontece que GA é uma série ficcional que busca assemelhar-se com a realidade para fundamentar sua trama e convencer o telespectador, no que a proposta passa a objetivar passar verossimilidade da trama para convencer este telespectador. E é ai que entra o impasse em questões óbvias que são mostradas de maneira fantasiosa. Você tem uma estrutura de trama que objetiva mostrar o cotidiano do americano médio, seus impasses, seus relacionamentos, suas dificuldades reais, e ao mesmo tempo observa coisas absurdas que não acontecem na realidade.

    Por fim, Jess, bom saber que meus comentários possuem alguma utilidade! Gosto muito do seu blog e sempre venho e opino. Bom saber que isso é mais produtivo que o contrário :c)

  9. Então Jess, esta questão da Licença Médica é uma coisa delicada mesmo. Como disse não conheço muito GA, mas em outras séries e mesmo no próprio Dr H. há uma ênfase que beira o absurdo nos médicos destacarem que possuem a licença médica americana. Havendo também um receio muito grande de perdê-la. Conversando com pessoas que já moraram nos EUA eles e falaram que lá realmente se caça a licença médica por qualquer “bobagem”. Suspendendo-a ou caçando definitivamente e que há um grande número de médicos que acaba trabalhando (não sei por que meios) sem a dita. Mesmo em House em que o objetivo é mesmo mostrar os médicos fazendo coisas absurdas, há sempre menções sobre perder a licença. E mostram processos disso (praticamente em cada temporada tem um). Durante a série o House já teve a licença suspensa por um período e teve que enfrentar psiquiatra e um tipo de “residência” para recuperar ficando em observação. O Foremam correu o risco de perder a dele definitivamente por ter influenciado um tratamento experimental, e depois disso não atuou mais como neurologista mesmo não tendo uma explica direta. Em um episódio fica claro que poderiam perder a licença apenas por atender um paciente em casa sendo que este deveria ir para um hospital… E ainda tem outros vários casos, como poder perder por ter dado um diagnóstico pela internet.

  10. Só pra constar, a Callie nao morava no “calabouço” do SGH porque era pobre. No dia em que ela aparece nesse quartinho, o Dr. Webber pergunta pra ela o que ela faz morando la, e ela diz que praticamente ficava a madrugada e fazia plantão no Hospital achou melhor morar la do que ir em um outro local. Nada relacionado a falta de dinheiro.

  11. Então vamos lá, havia comentado que descordava de 98% do post, assim sendo, seguem as minhas ponderações:

    1) De fato, beleza é algo extremamente relativa, visto que não acho a anã pseudo sensual Lucy Liu nada atraente ou algo que pudesse atrair a atenção de todos os homens de forma avassaladora (como se fosse necessária muita coisa pra isso). Logo, descartada a hipótese de Yang ser somente um patinho feio, que aliás, passa praticamente toda a 1ª temporada forever alone, e que em alguns momentos me fez acreditar que ela era uma workaholic assexuada, em NENHUM momento vi todos os homens da série se jogando aos pés da Yang, nem com a Yang nem com ninguém (exceto os pares românticos e o Sloan que se joga pra qualquer uma). Convenhamos, Burke e Hunt não são nenhum deus grego, o Jackson sim é fofo mas a carência justificaria.

    2) O Webber é o chefe do hospital, tem autonomia pra demitir e contratar quem quiser, ou então não seria o chefe. Somente em casos muito específicos recorre aos “diretores”, todas as demissões e contratações sempre foram justificadas na série (é claro que na realidade a entrada e a saída de um determinado personagem está ligado ao fato de que a série precisa manter um rítimo e por ser uma obra aberta e o desespero da ABC pra manter a audiência justificam).

    3) Acho a Katherine Heigl linda pra c%ˆ@!* , mas nunca vi a intenção da Shonda em explorar somente a beleza dela na séria, o que séria algo óbvio e clichê. Katherine Heigl só pode fazer papel de lindona e ponto, da chata que chora o tempo todo e não quer descontar um cheque de milhões não?! Ahhh vá! O que é estranho pra uns, pra mim nada mais normal.

    4) O caráter do Webber sempre esteve em avaliação por quem assiste Grey’s, SIM ele manda e desmanda e em alguns momentos acha que é Deus, isso se chama arrogância e pretenção, traços de personalidade que SEMPRE batem de frente com a Grey, uma das poucas que o encara e diz o que pensa sobre ele.

    5) É uma obra de ficçao, então a autora pode dizer se lá trabalham os melhores ou os piores médicos do mundo. É como se dissesse: “EEEEEPA o Seattle Grace não é o melhor hospital, ele nem existe, isso é mentira!” Óbvio, não existe mesmo!

    6) Não lembrei desse EP do mendigo. Qual é?! rsrs

    7) Não morre, como assim gente?! O O’malley foi apelidado de 007, porque praticamente tinha licença pra matar. A Bailey sofre, e ainda tá sofrendo, quase duas temporadas por causa da morte da sua paciente de colostomia. Tem que ver issâe produção…

    8) A trama rola em torno dessas bizarrisses, não faria sentido levar ao pé da letra e punir todas as loucuras da série, como bem disse, a medicina é um pano de fundo para os conflitos emocionais, Law and Order existe e tem o seu propósito, vamos deixar isso com eles…

    9) kkkkkk Basicamente é isso.

    10) HERESIA! Quando a Callie entrou achei desnecessário e não gostava dela, mas é simplesmente uma das personagens que mais cresceram na série e que amo de paixão. Dizer que ela é dispensável é passível de excomunhão! [2]

  12. Caro/cara Diversidade,

    Adorei você ter lido tudo e ter comentado a respeito do que você concorda e discorda. Acho que posts assim sáo pra isso mesmo.

    Só discordo de uma coisa: Burke e Hunt são deus gregos sim poxa! Babo por eles!

    E acho que hoje já mudei minha concepção a respeito da Callie, acho a personagem fantástica, mas acho que quem está sobrando e deveria ter morrido é a Arizona (sou maldosa né, eu sei)

    abraços 😉

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