Girls Rules: Casamento, véu, grinalda e a mulher moderna

Em um dos nossos posts vocês comentaram que gostariam de ver as meninas falando sobre casamento. Então juntei mais uma vez essa galera bonita e cheia de opinião para rasgar o verbo e mostrar para vocês qual é a perspectiva delas sobre o altar, véu e grinalda:

Final feliz?

Jess: Então meninas, vocês acreditam no casamento, ou acham que é uma instituição falida e que não precisa de papel para provar amor nenhum? Quem acredita, quer casar de branquinho, entrar na igreja e tudo? Se alguém não acredita, por quê? Qual seria então o ápice do comprometimento entre duas pessoas? E qual seria a idade boa para casar? É loucura se casar antes dos 20 anos? E casar depois dos 30 é bobagem?
 
 Anne: É um tema muito grande e cheio de perguntas, mas vejamos, vou de baixo para cima:  

Não é bobagem casar depois dos 30, mas acredito ser loucura sim casar antes dos 20. Eu com 20 ainda me sentia super adolescente, quem é maduro suficiente para se casar com 20 anos? Eu tenho 23 agora e que estou me sentindo dona do nariz, conhecendo mais lugares, mais pessoas, mais coisas… Se tivesse um namorado que me acompanhasse nesse sentido acharia lindo morar junto, ter um crescimento junto sabe? Mas casar? Nops!
Eu acompanhei o casamento do meu pai e da minha mãe. Eles se casaram quando eu tinha tipo uns 6 ou 7 anos. Ele já havia separado então tinha um monte de burocracia, parece que não mas já faz tempo e nessa “época” as coisas ainda eram lerdas, ainda mais aqui no Brasil. Eles já moravam juntos há anos, tinham casa em conjunto, uma filha da união, contas e maturidade. Se casaram com mais de 30, tipo, quase ou mais de 40! Portanto não, não é bobagem casar depois dos 30, você pode demorar muito tempo para achar sua “metade da laranja”, então ser “velho” para isso não existe 🙂
Idade boa par casar, pra mim: de 27 pra frente. Engraçado que quando eu era criança achava que quando tivesse mais de 20 estaria casada e com filhos haha! Com 20 anos não sabia fazer comida nem pra mim! ;P Bem, acho que depois dos 26 você já estudou, já deve ter um emprego, trabalho, estrutura boa… Pelo menos é isso o que eu espero pra mim, mas nunca se sabe né hehe!
Se o sonho da pessoa é casar de branco etc etc..ótimo, me convide pra festa! O meu é viajar, comprar coisas, ter uma festa mais íntima, tirar fotos, guardar grana pra educação dos filhos (hahaha)…essas coisas 🙂 E o ápice do comprometimento pra mim são os filhos. Como dizem, casamento pode até acabar, mas filhos são para sempre então mesmo que o casal se separe eles ainda serão comprometidos com os filhos.
Acredito que a palavra, os acontecimentos diários, o carinho e respeito pelo outro tem muito mais valor que um papel assinado. Mas claro que esse papel facilita muito vida haha! Herança, plano de saúde conjunta e etc ;P
Cla: Oi gatchénhas! Pois então, apesar de ser uma pessoa extremamente pessimista, ‘I believe in a thing called love’, rs. Acredito no casamento também. É claro que hoje em dia a conjuntura é diferente de alguns tempos atrás. As pessoas tem mais liberdade pra casarem na idade que querem, se quiserem, se não der certo também o divórcio é visto com muito mais naturalidade e acho que isso tudo, por um lado, facilitam as coisas. Não dá muito pra dizer que você é um coitadinho que casou obrigado, casou porque quis. Há também o outro lado da moeda em que as pessoas, por essa facilidade, banalizam o casamento, né? Casam-se nove vezes na vida e com a primeira pessoa que veem pela frente, hauhauahuahau. Não acho isso legal. Acho sim que casamento é coisa séria e deve ser levada como tal, formar uma família não é comprar um computador novo. Se vai dar certo ou não é outra história, nessa vida a gente não tem certeza de nada e o importante é sentir-se bem consigo. Então, se acha que vai ser feliz se casando, ótimo. Se acha que é melhor não, ótimo também.
Sobre não precisar de papel pra provar amor, realmente, não precisa. Mas é como eu disse anteriormente, as pessoas são livres pra fazerem suas escolhas. Não vejo problema nenhum em casais que estão juntos e acham bobagem se casarem, assim como não vejo problema em casais que sonham com isso. Cada um tem seus objetivos e desejos na vida e isso é muito, muito pessoal e deve ser respeitado.
Olha Jess, “Qual seria então o ápice do comprometimento entre duas pessoas?” é uma pergunta um pouco complicada, hauhauahaua. Isso é tão, tão subjetivo, mas vou tentar ser bem prática então. Acho que o comprometimento fica mais sério quando essas pessoas resolvem viver juntas e principalmente, quando decidem ter filhos. Porque, como a Anne disse, filho é algo que une pela vida toda, mesmo que o casal venha a se separar depois.
Acho bem precipitado sim casar-se antes dos 20. Olhando pra mim não vejo condições de ter me casado há dois anos atrás, hauhauahua. Ainda tô construindo minha vida profissional e tudo mais. Por outro lado tenho mudado um pouco minha visão nos últimos tempos. A gente tem uma ideia muito montadinha da vida. Tipo: você tem que entrar na faculdade assim que sair do ensino médio, depois você vai se formar e aí depois você vai pensar em casar. E na real, a vida não é linear. Por mais que você trace, existem curvas no caminho, as coisas mudam de figura, enfim, nem sempre as saem como planejado. Então vamos supor que você esteja com uma pessoa já há algum tempo, vocês dois tem certeza de que querem se casar e não acham necessário que esperem terminar a faculdade pra isso, quem sou eu pra julgar? É claro que tudo tem um ônus. Casando-se você terá de ajudar a manter uma casa, o que será um pouco mais difícil se você ainda estiver estudando, mas pessoas fazem isso todos os dias e ninguém morre por essa causa. Então, como eu disse antes, vai de cada um. Agora ter filhos antes disso eu acho meio loucura sim. Porque aí você tem uma pessoa dependendo de você e que nem pediu pra estar ali. Então estudar, trabalhar, manter uma casa e mais uma cria é sim, bem mais complicado quando ainda não se tem uma estrutura. Mas, da mesma forma, tem gente que consegue =)
Não acho bobagem nenhuma casar-se depois dos 30. Não há idade pra se apaixonar por alguém, nem decidir ir viver com essa pessoa. Tem mais de 30, nunca casou e quer entrar na igreja de branco? Vai lá bem linda e f*da-se o que vão dizer 😉
 
Jess: Eu concordo com a Cla, banalizar o casamento é triste mesmo. Na verdade é triste é banalizar o coração e ficar tanto querendo estar ao lado de alguém que então passa a não importar quem é a pessoa. Aí banaliza o namoro, aí casa. Aí separa, aí depois “já fiz isso, por que não outra vez?”. Sei lá né. Acho que pode acontecer de dar errado um casamento, mas nem por isso você vai trocar alianças com o próximo cara que aparecer na sua vida só pra ter alguém em casa com você.
Como a Anne disse, eu também não me enxergava casada aos 18, 19 anos neeem pensar! Até hoje ainda sou bem moleque, mas acho que já cresci e amadureci mais, porém nessa idade eu estava focada é em estudar e passar no vestibular, que cá entre nós, num mundo tão competitivo como o nosso, fazer faculdade é tão importante quanto respirar, mas também como respirar, atualmente não é algo que seja considerado A grande vantagem de um para o outro, afinal, todo mundo respira. 
Tácia: Acredito que o casamento ainda não é uma instituição falida, porque muitas meninas (diferentes da gente) são criadas quase pra isso. Eu que moro no interior do interior sei bem disso, chega uma idade que a pergunta que mais fazem é : Não passou a idade de casar não?! Pra muita gente, casar e ter filhos é um objetivo de vida.
Infelizmente precisamos do papel, mas não pra provar o amor, só pra receber os benefícios. Minha avó depois de 20 anos já separada do meu avó, teve que casar novamente, só pra ele receber os benefícios do plano de saúde.
Eu não acredito nessa coisa de toda de igreja, véu e grinalda, mas confesso que isso é bom pra quem vai morar junto. O tanto de presente que ganha, e pessoal dando dinheiro pra pedaço de gravata hahahahahha
O ápice como todas disseram, com certeza é o filho. Apesar que EU já considero morar junto um passo gigantesco, mas isso vai da pessoa. Ter uma pessoa gostando de vc por um certo tempo, já é muita responsabilidade.
Acho que não existe idade certa pra casar, depende do seu amadurecimento psicológico. Antes dos 20 anos é impossivel, depois dos 30 aconselho.
[Pausa para a Lays contar que seu cachorro comeu a fonte do notebook e por isso ela não participou até agora]
Jess: Você vai se casar um dia, Tácia? E vocês meninas? 
 
Tácia: Eu realmente não quero. No máximo morar juntos, que já é muita coisa. E você, Jessica, vai casar um dia?
Anne: Num futuro ae quem sabe. Meu empresário disse pra eu não falar muito sobre o projeto, mas vocês verão, meu nome vai bombar ae nas mídias casamenteiras hahahha! #brinks 
 
Jess: Se achar alguém digno sim, do contrário, não, pois não é um grande sonho. Morar junto não, obrigada.

Morar junto é um passo fácil, IMHO, se não der certo, a outra pessoa pega suas coisas e vai embora. Agora se dar ao trabalho de casar? É porque a vontade de estar com a pessoa e a constância de tal desejo é maior, consequentemente, o comprometimento também. 

 
 
Clarice: Eu sinceramente acho que encontrar alguém que você tenha vontade de dividir tudo é tipo ganhar na loteria, porque ô coisa difícil de dar certo esse tal de ~relacionamento~, viu? Então, se eu encontrar considerarei bastante sorte e pretendo me casar sim =) 
 
 
Tácia: É pra convidar a gente do GR viuuuuu 😀
Lays: Eu acredito em casamento sim, já vi em fotos, parece que existe mesmo galera! Brincadeiras a parte, acho que existe sim, só não acho que casar = felicidade.
Certidão de casamento hoje só serve pra dizer quem vai ficar com o quê na hora do divórcio. Morar junto é um passo bem maior e não existe uma “declaração de morar junto” né. Para algumas pessoas parece ser incrivelmente importante oficializar determinadas coisas, para essas pessoas casar (na igreja ou no papel) deve ter algum outro objetivo que não é a comunhão parcial/total de bens!
O ápice de comprometimento pra mim é ir morar junto. Pensei também sobre o ápice serem os filhos mas alguns casais não querem filhos e nem por isso o comprometimento deles é inferior. Idade boa pra casar? Idade acho que não tem não, se sentir que está na hora, case; se quer casar no papel, na igreja ou em Cancun, ou ir morar junto, é válido. Independente do “tipo” de casamento o nível de comprometimento é o mesmo, não é só porque o casal não tem um papel dizendo que eles estão casados eles devem se respeitar menos; nem só porque o casal tem um papel dizendo que estão casados que eles estão presos para sempre, mesmo infelizes.
Como uma pessoa escolhe alguém com quem quer ficar pro resto da vida se a pessoa tem menos de 20 anos? Pelamor né galera, até os 20 anos não dá pra conhecer ninguém, muito menos a pessoa ideal “para todo o sempre”. Tem exceções? Tem, claro. Mas (desculpa a palavra) dar merda é quase regra nesse caso. Conheço um casal que deu certo mas eles realmente eram feitos um para o outro, e como eram religiosos, casaram.
Depois dos 30, 40, 50, 60, 70… Você simplesmente pode encontrar a pessoa certa nessa idade… E aí vai fazer o que, dispensar a pessoa ideal pois está “velha demais” pra casar? Acho que quem faz as regras da vida é a pessoa que está vivendo, largar esse moralismo besta faz super bem.
Não faço questão de casar no papel/igreja, mas não tenho nada contra. Se meu companheiro quiser e for um grande sonho para ele, casaria sim, mas não compartilho do mesmo sonho. No meu caso acho meio hipócrita casar na igreja (qualquer uma) pois não sigo nenhuma religião. Então para mim só sobra o papel mesmo e eu já não faço questão nenhuma.
Carol: Tudo certo, meninas? Olha, casamento nunca foi um sonho na minha vida, nunca foi algo que eu passei horas pensando em como seria e talz, mas é assim: se acontecer vou achar lindo, mas se não também acho que não me importaria muito, sabe? 
Meu último relaciomento durou 3 anos e meio e conversavamos sobre isso e talz, mas nunca chegamos a pensar sério mesmo sobre o assunto. Tínhamos um relaciomento muito saudável, cada um com sua vida, raramente brigávamos e casando ou não, se ainda estivessemos juntos, creio que nao ia mudar a maneira como tratamos um ao outro. o que quero dizer é que não acho que preciso de festas, vestidos e papéis assinados pra mostrar o tamanho do meu amor.
Se eu decidir casar, vai ser mais pra dar essa alegria para os meus pais porque sei que é um sonho deles ver a filhinha entrando de branco na igreja e mimimi… Com certeza vai ser o dia mais especial da minha vida, mas não acho que é o casamento que mede o quanto você ama alguém.
Quanto a morar junto, AÍ SIM é um passo enorme! Meu atual relacionamento está com 1 ano e meio e estamos morando juntos há 2 meses. É complicado viu, principalmente por sermos de culturas diferentes (ele americano e eu brasileira). Acho que é o melhor jeito de você conhecer alguém, porque você fica sabendo absolutamente tudo sobre o jeito da pessoa, então tem como você decidir de uma vez por todas se é isso mesmo que você quer ou não. 
E idade boa pra casar acho que não tem não. A idade é quando você encontra AQUELA pessoa. Sabe, AQUELA? Então, não importa se você tem 20, 30 ou 60 anos, se você encontrou AQUELA pessoa, fique com ela. Case ou nao, more junto ou não, mas fique com ela. =) 
 
Cla: Gente, só uma coisa não entendi. Vocês falaram de morar junto e tal, mas quando casa não vai morar junto? hauahuahauahua
 
 
 
Tácia: Morar junto, mas sem a festa de casamento. 
 
 
 
 
Lays: E sem os 50 mil dinheiros (de dívida) da festa de casamento!! 
 
 
 

Tácia: E uma outra coisa que observei que não posso esquecer: geralmente quem mais quer que a gente case, são pessoas que não tiveram um casamento bem sucedido, como quem diz: ”Eu me dei mal, você também tem que se dar mal” E as pessoas que são casadas até hoje, que tem um casamento tranquilo dizem ” Casa não, aproveita a vida, você é nova, vai conhecer pessoas, lugares”
Geralmente é assim comigo, não sei com vocês.
Jess: O pior Tácia, é gente que acha que porque foi infeliz no próprio casamento, te fala que casar é uma fria. A gente conhece gente que simplesmente não deu certo, e gente que namorou uns meses, casou e foram feitos um para o outro. O importante, como vi que a maioria disse, é você fazer o que for representativo para expressar o seu amor pela pessoa. Pois se você fica se focando no grande sonho (que o casamento é para mil garotas que eu já vi por aí), você vai querer casar a qualquer custo e acaba indo morar com um louco. Amor em primeiro lugar: este é o principal.
 
Erika: Mais uma vez aqui reunidas para debatermos sobre um assunto, digamos: delicado. E eu que ainda acreditava que casar ainda era o sonho de toda mulher, mesmo que considerada moderna, lendo os posts de vocês eu me surpreendi! Hahahahahaha!


Eu particularmente ainda acredito no casamento. Bom, eu sou uma verdadeira romântica, daquelas que sempre sonhou em encontrar o seu príncipe encantado, casar de branco, viver feliz para sempre e blá, blá, blá.

Talvez por eu vir de uma família conservadora e por eu ter estudado em uma escola católica eu tenha sido criada “para o casamento”, mas não vou mentir pra vocês, por muitas e muitas vezes uma pergunta se passou pela minha cabeça: “O que acontece depois do ´E viveram felizes para sempre´ ?”
Hoje a palavra “casamento” não tem o mesmo peso de 20 anos atrás. As mulheres eram realmente criadas para conhecer um “bom partido”, casarem, terem filhos e serem esposas exemplares pro resto de suas vidas.
Gente, eu (ainda) sonho e sempre sonhei em casar, mas ser dona de casa pro resto da minha vida é uma coisa que não vai acontecer. Da mesma maneira que eu cresci imaginando os detalhes do dia em que eu vou casar, eu também cresci para ser uma mulher independente, que trabalha e paga suas próprias contas. Casamento pra mim não é só entrar numa igreja de branco, e eu nem sei se um dia eu vou chegar a casar desse jeito que meus pais sempre sonharam, e que eu mesma sempre sonhei.
Hoje em dia tem tantas outras coisas e outras maneiras para celebrar uma união, viagem, festas, um papelzinho assinado e só, sei lá… Acho que no fundo, o mais importante é a necessidade e a vontade do casal de fazer a união acontecer e dar certo. E isso é o casamento. Duas pessoas que estão dispostas a aturar pelo resto da vida (casamento pra mim é pro resto da vida gente, desculpem se eu sou careta) os defeitos uns dos outros, as manias (todas, inclusive as mais irritantes) e as coisas boas também né…

Casar antes dos 20 eu acho meio #fail, eu acho que sou a mais velha aqui do grupo (?) tenho 29 anos nas costas, e olha, eu sou tão criança, tão retardada que as vezes eu paro pra pensar se eu sou normal, hahahahahaha. Imagina, se eu tivesse casado com 20, tinha voltado correndo pra casa da minha mãe depois de uma semana…
E a responsabilidade né, de ter um lugar que é seu; de cuidar de você mesma e da outra pessoa. De saber que, se acontecer alguma coisa a gente não vai ter mais o colo da mãe e do pai…
Somos uma geração que se casa depois dos 30, e se casa antes, reparem; demoramos bem uns 5 anos para termos filhos. Vejo pelos meus amigos (a maioria dos meus amigos já casou) e todos eles estão curtindo a vida de casados, trabalhando, viajando… filho que é bom, nada.
Acho que concordo com vocês que filhos seria o ápice do comprometimento de um casal. Um filho une duas pessoas pra sempre, e isso não tem o que discutir. Fora a responsabilidade de colocar uma vida nesse mundo doido, de criar e construir o caráter de uma pessoa junto com o outro, mesmo que separados.
Olha, escrevendo tudo isso, eu acho que eu não estou pronta pra casar, ainda rola aquela insegurança sabe? “Será que vai dar certo?” Quem sabe daqui alguns anos, um assunto desses precisa de tempo para amadurecer na nossa cabeça. Mas se tiver festa eu convido vocês 🙂

Jess: Bom, as meninas já expuseram o assunto, agora é com vocês galera: o que acharam das opiniões das meninas? O que acham sobre o casamento? Vamos discutir a respeito!
Anúncios

9 comentários sobre “Girls Rules: Casamento, véu, grinalda e a mulher moderna

  1. Hi girls.
    Interessante depois de ontem ter discutido sobre isso com uma amiga encontrar o GR com esse assunto interessante.
    É bom saber que as garotas, da mesma forma que os garotos, tem dado mais importância ao relacionamento e à forma como ele é desenvolvido que uma festa, vestido ou papel.
    Quanto a casar ou não no futuro penso como a Cla, não pretendo participar desse ritual entretanto se encontrar alguém que dê importância a ele não me oporia.
    Excelente post Jess.

  2. Parte 01

    Não vou comentar as opiniões dos outros, pois cada um sustenta as opiniões que considera mais correta e há que existir a liberdade para isso. Portanto vou comentar a “idéia” casamento e o que penso sobre ela.

    O que eu considero primeiro é a origem. Na nossa cultura o casamento monogâmico com fins de constituir família é uma inserção cristã. De maneira que, para mim, só faz sentido para as pessoas que se propõe a ser cristãs, seguir a moral cristã e viver em acordo com seus dogmas. E neste ponto o casamento é, para mim, apenas uma idéia cultural com um pouco mais de dois mil anos de defasagem. E eu realmente prefiro as coisas mais atuais. Claro que as pessoas podem se render à fama comercial do casamento. Gastando toda aquela grana com aluguel de igreja, véu, grinalda e dando festa para parente chato. Acontece que isso é apenas e meramente um comércio, a famosa “compra da felicidade” o que para mim é muito superficial, mas há quem se contente com isso.

    Um outro lado é que, sobretudo em países mais pobres, e especialmente nas décadas passas, o casamento era, na prática, a chance que se tinha de sair da casa dos pais e ir morar com alguém. Atualmente este cenário tem mudado (o que é muito bom). Na medida em que as pessoas, (principalmente mulheres) passam a ganhar novos lugares de destaque na sociedade, podendo ingressar no mercado de trabalho e conquistando assim sua independência, a idéia de casar vai ficando cada vez mais distante. Isso pois, inclui a grande descoberta: dar para quem você gosta não implica em ter que enfiar uma argola cultural no dedo e nem dividir o mesmo teto o tempo todo.

    No momento histórico em que vivemos o casamento, a meu ver, tornou-se apenas mais um item sem utilidade dentro de um grande baú de conceitos ultrapassados e que não significam melhoria de vida ou qualquer coisa de produtivo. Já que hoje em dia se pode morar com alguém que você gosta sem ter que assimilar toda a cultura ultrapassada. Pode-se morar com várias pessoas que se gosta, e pode-se morar sozinha se for suficientemente independente para tanto.

  3. Parte 02

    Sobre a questão da idade, bom, qualquer coisa relacionada à idade torna-se muito pessoal já que o processo de maturação do indivíduo é único e está relacionado, na verdade, com as experiências vividas por este indivíduo e as posturas que ele toma em relação a elas, discernindo e absorvendo-as (dentro de suas possibilidades). E não com o passar do tempo ou com marcas etárias. Eu me considero uma pessoa madura desde os 15 anos, dos 18 aos 22 morei só (independente financeiramente), com 22 voltei a morar com familiares e com uns 26 resolvemos, eu e uma namorada, a irmos morar juntos em meio a um relacionamento aberto. Tem sido funcional.

    Sobretudo penso que as pessoas deveriam experimentar mais, para poder ter maiores possibilidades de decisões. E desmistificar os conceitos que envolvem todo este assunto. Por exemplo, ninguém será mais ou menos fiel por ter uma aliança no dedo. Nenhuma pessoa será mais ou menos feliz por ter alugado uma igreja e gastado doas as economias em uma festa. Duvido que alguém não seja hipócrita seguindo apenas metades de conceitos religiosos e não sua totalidade. Todas as pessoas deveriam construir sua própria independência (inclusive emocional) e passarem um tempo morando sozinhas para “sentir o drama” e saber escolher melhor o que realmente é funcional para ela. E, sobretudo, parar de pensar que as coisas são “para sempre”. Que se ama para sempre, que casamento é para sempre, que existem votos de fidelidade e juras de amor eterno! Nas palavras de um amigo: “A vida não é a Disneylândia!”

    E sobre a grande dificuldade em “encontrar alguém”, só uma coisa a fazer: dialogar! O grande problema disso e´que as pessoas não se ocupam em se construírem! Não se ocupam em se conhecer e por isso não sabem de fato quem são ou o que realmente querem. Mas querem encontrar alguém que combine com isso, o que é complicado. Relacionamentos só duram quando começam com diálogos, não com beijos ou festas frenéticas, pois, para durar, tem de existir um conhecimento do que se buscará construir. Do que se espera um do outro, do que se objetiva. O que só dá para saber mesmo com diálogo.

  4. Excelente discussão.

    Confesso que não acredito no casamento em si, na instituição da união entre 2 pessoas, seja sob o ponto de vista religioso, ou no registro do cartório cível. Acredito sim, no comprometimento que 2 pessoas podem fazer uma à outra, no intuito de compartilhar a vida. Viver, aprender, conhecer e enfrentar a vida juntos. E por juntos, não entenda grudados. Pessoas diferentes, que saíram de ventres diferentes, com culturas, conceitos e manias diferentes.

    Casamento realmente virou algo banalizado, desnecessário, e comercial. Entre os amigos mais próximos, dá pra contar nos dedos de uma mão quantos realmente pretendem se casar como diz a regra. Porém, em outros ambientes, como no trabalho, as pessoas ainda tem aquela visão, que no meu conceito, é um tanto quanto ultrapassada.

    Filhos? É muita responsabilidade. É abdicar do seu direito de viver plenamente, em prol de uma nova vida que surge, educá-la, guiá-la.

    Como já foi dito, não é um pedaço de papel ou um anel no dedo anelar que define se 2 pessoas gostam mais uma da outra, se amam, ou qualquer outra palavra que possa definir esse relacionamento. E tampouco que vá impedir de dar aquela “pulada”. O comprometimento, e o desejo de estarem juntos e quererem fazer o bem um ao outro é que se faz mais importante, ao meu ver.

  5. Esta questão de “pessoas diferentes” é um assunto delicado que deve ser levado a sério. O tal do politicamente correto (este novo cavaleiro do apocalipse) vive pregando que todos podem conviver com todos e que tudo é lindo e que todos possuem seus espaço. Bom, paises europeus já sentiram na pele que a coisa não é bem por ai e muita coisa já está em mudança. É complicada esta questão do “diferente” pois vale sempre a máxima: as pessoas religiosas querem ser respeitadas pelos não religiosos mas sempre tentam convencer os outros das suas crenças. O que quero dizer com isso e que extrapola a realidade religiosa é quando você tem diferenças culturais significativas você acaba tendo sim, barreiras intransponíveis. Por exemplo, você acende uma vela para Oxalá, ela é evangélica e acha que isso coisa do demônio. Eu sou bi, trabalho em um lugar onde há duas pessoas homofóbicas, evidente que eu não daria certo com uma garota homofóbica, ainda que eu estivesse só com ela. Você adora um bom bacon com carne quase crua e a pessoa que está contigo é vegan fundamentalista e não aceita que “sangue seja derramado na casa dela”. E por ai vai.

    Claro que não existem pessoas iguais e diferenças sempre vão existir: eu amo um RPG e viro noites jogando Atari emulado no note, minha namorada gosta de novela e futebol. Mas é o gosto, particular de cada um é que em qualquer relacionamento tem que ser respeitado. O que disse acima é em relação às diferenças ideológicas que podem conflitar, e se isso acontecer, sinceramente, procure outro alguém para construir uma vida com você! Especialmente para os que pensam (na idéia ruim) de ter filhos. Se não houver uma harmonia ideológica, começam as brigas. Geralmente duram cinco anos (até se separarem) e deixarem toda aquela vida bagunçada e retalhada para toas as partes envolvidas.

    Pensar bem, se conhecer bem, saber bem o que quer e dialogar bastante antes do primeiro beijo! É o que digo!

  6. Casamento é só uma forma de representar a união de duas pessoas.
    A festa e o vestido branco são só uma cerimônia padrão, mas nada impede que você faça uma com a sua cara ou não faça nada.
    O importante não é a representação da união mais a convivência, o relacionamento em si.
    Se ambos se amam verdadeiramente, isso basta.
    Realmente acho essas pessoas que casam n vezes e dizem que tem direito de tentar e errar não respeitam o significado realmente de compartilhar a vida com outra pessoa.
    Morar junto ao meu ver não é muito diferente de casar, só não houve nenhum tipo de cerimônia,mas as pessoas conviverão e, provavelmente, se amarão da mesma forma.
    A maturidade nunca é um empecilho mas, a imaturidade é sim. Eu tenho 20 anos e não
    vejo como casar agora, não tenho uma visão da vida necessária para uma decisão de peso como essa.

  7. Como a Tácia moro em cidade do interior e conheço várias pessoas, inclusive amigas minhas, que são criadas para o casamento. Na verdade eu que ainda não sai do ensino médio estudo com duas garotas casadas(seriam 3, mas a terceira parou de estudar). Aqui a gente tem até uma expressão: “garota-de-são-josé” é aquela que vai casar cedo,parar de estudar, ter uma penca de filhos e, é claro, criar seus filhos para o casamento.
    Não acredito no casamento. Acho bobeira. E se casar antes dos 20, mesmo que aqui seja comum, é uma ideia impossível. Tenho como exemplo de relacionamento que deu certo os meus pais. Tem uma diferença de mais de 10 anos de idade, nunca se casaram, nem na igreja, nem no civil e vivem felizes, e fiéis, até hoje. Alias, meu pai já havia se casado, separado e tido 3 filhos antes de encontrar a minha mãe e mesmo assim o relacionamento deu certo.
    Não existe fórmula, é só amor.
    Se encontrar alguém legal que fala QUESTÃO de casar, ok. Caso-me. Mas não sem muita luta antes xD

  8. Me falaram que eu propus esse tema e acredito que devo ter feito isso, embora não me recorde de fora alguma, rs.

    Assim como a Erika eu cresci numa família conservadora e estudei em colégio católico, mas não fui direcionada para o casamento nem desejo um. Fui criada para ser independente e cresci sonhando com o dia em que eu sairia de casa pra viver a minha vida, conquistar a minha liberdade e independência financeira e só então pensar num relacionamento. Quando contei às minhas tias esse plano elas foram unânimes: “Aí vc não vai mais querer casar.” De fato, não discordo delas, mas simplesmente não sou daquelas pessoas que temem a solidão e/ou esperam encontrar a felicidade ao lado de outra pessoa e muito menos das que se importam em ter alguém do lado pra exibir como troféu pra aprovação da sociedade (e muito menos ser uma mulher trófeu, rs).

    Não descarto a possibilidade, espero sim encontrar alguém inteligente, simpático e bem humorado, mas não aposto todas as minhas fichas em encontrar o amor verdadeiro dos contos de fadas. Eu não sou uma princesa e não acredito em príncipe encantado.

Deixe o seu comentário ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s