"Girls": estou assistindo, aí vai a opinião…

Muita coisa que me disseram é verdade e algumas nem tanto. Vamos por tópicos então:

(Este post contém spoilers da 1ª e metade da 2ª temporada de “Girls”)


1. A trilha sonora é sensacional: sim, isso é verdade. Eu sou bastante hipsterzinha que curte aqueles indies que provavelmente vocês nunca ouviram falar, então tem umas coisas que eu não fazia ideia que existia. Uma delas é essa tal de Robyn. Sim, pirei com as músicas dela, e ouvir “Dancing On My On” foi amor à primeira vista. Outra fantástica, que me lembrou muito o Fred, é essa aqui:

2. A empatia é total: Sim e não. É muito bom ver como a vida é cruel após a faculdade, nem sempre é aquela coisa linda e colorida que esperávamos. E muita coisa é muito bom. Só que eles passam mensagens como: você não é durão o suficiente se tem medo de provar drogas. Ou: todo mundo que usa drogas se diverte. Não vou dizer que achei desnecessário, pois sim, muita gente usa. Mas eles só tem experiências positivas com as drogas, como se só coisas boas estivessem esperando por nós. Isso aí não é bem a realidade, já sabemos…

3. Lena Dunham is the new Drew Barrymore: se você já assistiu pelo menos três filmes produzidos pela Drew Barrymore, você já percebeu o seguinte: ela é a fodona em todos os filmes. A ruiva/loira misteriosa que pira a cabeça dos caras, durona, interessante, sempre a mais divertida de todas. É como se o fato de ela estar produzindo, desse a ela o direito de realizar os sonhos de uma vida descompensada, para ela se sentir uma heroína e tal. E é essa a sensação que a Dunham passa, que como ela foi uma gordinha loser, na série que ela faz, ela vai pegar os melhores caras porque ela pode. Acho que agora, depois de tantos prêmios, fama e ter a HBO ali na palminha da mão, a guria deve estar de fato podendo. Mas antes disso não, portanto rola aquela megalomania básica… E não, mostrar os peitos o tempo todo não quer dizer que você é bem resolvida com o corpo que tem.
4. A Shoshanna (Zosia Mamet) é um dos papéis mais complexos: apesar de a série ser centrada na vida de Hannah (Dunham), Shoshanna é um dos papéis mais elaborados. Gente, a entonação que a atriz usa é algo tão digno de nota que merece ser comparado à Cassie (Hannah Murray) de “Skins”. Ela possui uma inocência que às vezes faz você pensar que ela é bobona, mas aí ela vai e surpreende com uma atitude de mulher madura. Achei ela o máximo.
5. Você é mais parecida com a Marnie do que gostaria: a Marnie (Allison Williams) é uma personagem bem próxima do que seria a real juventude. Ela quer estar com um cara que ela admira, mas não consegue enxergar isso no cara sensacional que está ao lado dela. Ela paga as contas, é a responsável e no  fim, ela é que se muda do apartamento e deixa a folgada da Hannah lá. A Hannah se faz de “espírito livre”, mas ela é mais falta de amor próprio mesmo. E à Marnie cabe bastante o papel de fazer as coisas como elas devem ser feitas.  Não sei se rolou uma identidade com todo mundo, mas eu me identifiquei bastante com ela, e ela é a mais chata.
6. Jessa é o típico espírito-livre: Por “espírito-livre” eu entendo que é aquela moça vadia que dorme com tantos caras e usa tantas drogas que ela nem consegue se lembrar de metade das aventuras que já viveu. A vida dela parece bem divertida e emocionante, ela vai pra Europa, impressiona a todos com essa visão livre e relax das coisas, mas na verdade é só uma idiota sem profissão que logo logo vai escolher dar para o cara certo e ser sustentada por ele, já que não fez nada para conseguir o próprio dinheiro.
7. Todo mundo conhece um Ray: bom, o Ray (Alex Karpovsky) é aquele cara fofo e maneiro que é um pouco imaturo. Ele não conseguiu as coisas na vida ainda não exatamente por falta de oportunidade, mas por não se focar em uma carreira e levar isso a fundo. Ele sabe das coisas, é um pouco mais velho, mas está precisando acreditar mais em si mesmo e sacrificar essa eterna adolescência para virar adulto de verdade.
8. Todo mundo já teve ou tem um Charlie: Ele (Christopher Abbott) é aquele cara que te enxerga, te valoriza, é fofo, tem sentimentos por você e compartilha isso com você, enfim. é tudo o que muita garota que está solteira gostaria de encontrar. A questão é que muita garota não superou o Complexo de Ensino Médio, de ser atraída por aquele cara mais malandro da turma, que quer fazer todas as coisas erradas. Hoje, esse cara malandro pode estar malandrando para outras coisas, ou ele cansou de pagar de badass e virou um Ray. Acontece que não existem muitos Charlies por aí, e se você sacrifica o seu porque quer viver um “Bad Romance”, talvez você não quer alguém para a vida toda, ainda. Com um Charlie é possível ter um futuro, por isso é importante acordar na hora certa e não se tornar a famigerada história do “tem coisas que é preciso perder para que você aprenda a dar valor”.
9. Tranças, tranças everywhere!: As tranças que vivem aparecendo no cabelo da Jessa e da Shoshanna são absurdamente lindas! Eu sou péssima de aprender essas coisas com tutorial, então nem fiz questão de procurar, mas gente, todo mundo deixando o cabelo crescer para se encher de tranças estilosas, correto?


10. Amor próprio é preciso:
nada mais triste do que a Marnie pensar que ela era namorada do artista, enquanto ele queria pagar ela por organizar e receber os convidados da festa. Além disso, nada mais triste do que a Hannah aceitando o Adam tratando-a como um lixo o tempo todo. Se você não se dá valor, aí é fácil qualquer um se desfazer de você, não é?
E vocês, o que acham de “Girls”?
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4 comentários sobre “"Girls": estou assistindo, aí vai a opinião…

  1. Bom, parece que apesar da trilha sonora ser interessante, este não entrará na minha longa lista de seriados (assistindo ou a assistir). 😀

    Sobre os comentários:

    2. Esta coisa de achar que drogas tem apenas o lado divertido e tal, bem como achar que tem que “ser forte” para provar, ou provar que é forte por experimentar… Isso é apenas, imaturidade adolescente! E nada combina mais com a adolescência que a imaturidade 😀

    3. Sério? Drew Barrymore a ruiva fatal? Nunca ouviram falar da Scully né? (risos)

    5. Não estive próximo da juventude nem quando eu estava na juventude.

    7. É, eu conheço um Ray. No início é legal e rola bons papos e partidas de RPG, mas depois de um tempo aquela apatia toda e toda a imaturidade, e toda a preguiça de enfrentar a vida e construir algo se torna absolutamente cansativo. E no fim você vê são pessoas que não acrescentam nada na sua vida.

    10. É, verdade!

  2. Oficial, esse é o problema dos Rays, é muito papo e muitas discussões “filosóficas” para pouca ação. A pessoa se diz toda cheia de conceitos e muito inteligente a respeito de tudo, mas você vai ver e na vida dela ela é uma ameba, é como se tudo o que ela falasse nem fizesse sentido.

    Conheço muitos rays.. não que eu goste.

  3. Eu tenho uma abordagem mais direta e prática sobre “discussões filosóficas”. Para mim, filosofia é um meio de se compreender algo que participa de sua vida e praticar ações, com base nesta compreensão, que vão melhorar efetivamente sua vida. Para mim, é isso que é filosofia: conhecer o problema, conhecer as possibilidades de resolver o problema, aplicar a possibilidade mais viável em relação à toda sua vida.

    Então aquela coisa de divagar sobre o tudo o nada e bla bla blá, e de buscar justificativas sobre tudo que não dá certo e ficar naquela de que “sou um gênio mas o sistema que não me aceita”, é muita divagação barata para minha falta de paciência.

    Uma coisa incrível é a quantidade de oportunidades que aparecem para os “Rays”! Pelo menos o que conheci, até o momento em que tive contato,desperdiçou umas três oportunidades destas que geralmente podem mudar toda a vida da pessoa! E que geralmente não aparecem nem uma vez na vida das pessoas. Além de umas duas boas oportunidades.

    Este tipo só não é mais cansativo do que aqueles pseudo-inteligentes que adoram usar de retórica religiosa para justificar o quanto sofreram na vida, o quanto foram injustiçados e por isso, o quanto são humildes. Enquanto fazem questão de te mostrar que compraram o ultimo modelo de um iPad (que mal sabem ligar). Estes também são muito cansativos. Não sei se há um nome para eles.

  4. O que me incomoda em Girls, além da Hannah, é exatamente isso que você disse “E não, mostrar os peitos o tempo todo não quer dizer que você é bem resolvida com o corpo que tem.”
    Acho que se querem mostrar o quanto as mulheres são bem resolvidas, poderiam mostrar de outras formas!

    No começo não gostava da Shoshanna mas depois comecei a entender a personagem dela e é realmente super complexa, ingenua mas verdadeira! Mas gosto da série e pretendo continuar acompanhando!

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