Orange is The New Black merece 5 estrelinhas

A televisão nos moldes em que se encontrava meio que coordenava a nossa forma de assistir as séries, não é mesmo? Ou você adquiria os DVDs ou Bluray, ou você era obrigado a acompanhar uma série somente no horário que ela passasse. Maratona mesmo, só se o canal se animava a fazer ou se você já tivesse comprado todo o material.

Na época de Lost eu vi que não ia funcionar assistir um episódio por semana. Era muito mistério e muita ansiedade. Resultado: eu deixava a temporada acabar, passava 6 meses me desviando de spoilers na internet como quem se desvia de gente no metrô e então adquiria o DVD para assistir tudo na íntegra, em um fim de semana só. Sinceramente acho muito mais prazeroso. Mesmo não sendo noveleira, eu gosto de já saber a continuidade das coisas logo no dia seguinte.

Sabemos que a Netflix nem foi a primeira a lançar esse serviço de streaming, existem outros, como o Crackle e o Hulu. Mas a Netflix veio cheia de vontade pra conquistar esse público como eu, viciado em séries. E logo foi nos enchendo de temporadas antigas das séries, como How I Met Your Mother, Gossip Girl, Friends, Breaking Bad, etc.

E a coisa ficou melhor ainda quando começaram a lançar suas séries próprias. Agora chega de papo e vamos falar de Orange is The New Black. A história é inspirada no livro homônimo de Piper Kerman e como o livro não chegou em português por aqui ainda, a única coisa que eu sabia antes do lançamento é que era a história de uma moça que estava para casar, mas aí foi presa por um crime idiota que cometeu 10 anos atrás, com sua amante lésbica. Não parecia uma trama muito atraente, mas logo o primeiro episódio já mudou essa opinião.

Piper Chapman (Taylor Schilling) estava em um relacionamento sério Larry Bloom (Jason Biggs) quando surgiu a denúncia do seu transporte de dinheiro do tráfico internacional de drogas, ato que ela cometeu há 10 anos, com sua amante Alex Vause (Laura Prepon). Isso desestabiliza o casal, pois queira ou não, Piper vai ser presa, a melhor forma era ela mesma se entregar. Além da trilha sonora de arrasar, sendo a música de abertura composta e interpretada pela lindinha da Regina Spektor, a série tem muito mais a mostrar do que parecia! Piper se transformou uma garota como eu e você, longe de drogas, crimes e só a fim de levar uma vida sincera e honesta. Acompanhamos a história através da visão dela e muitas coisas são assustadoras, parece um “primeiro dia na escola nova”, só que é em uma penitenciária, onde tudo é mais tenso. As raras visitas do seu noivo, a presença de sua ex no mesmo local, o medo gigantesco das outras colegas, o assédio das lésbicas, tudo era muito novo e difícil.

Orange is The New Black temos um bom roteiro, um desenvolvimento surpreendente e um season finale que é de arrepiar. A princípio fui assistir apenas por curiosidade, mas já passou a ser entretenimento mesmo e estou esperando ansiosamente pela segunda temporada. É bom a Netflix já ir botando a mão na massa, pois agora já dei minhas cinco estrelinhas a essa nova produção! O extra de tudo é que finalmente a Laura Prepon ficou aceitável (aos meus olhos) em algum papel. A vida dela nas séries de comédia foi patética, vide Are You There, Chelsea? Essa produção da Netflix é classificada como comédia, mas é algo bem mais Girls (incluindo a nudez gratuita), passando muito longe de qualquer sitcom. Também é válido ressaltar que a Prepon é incrivelmente gata e se encaixou bem no papel de bad girl. Não sei falar ainda se teve algo que eu não gostei, mas ao longo das temporadas será possível analisar melhor =)

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Um comentário sobre “Orange is The New Black merece 5 estrelinhas

  1. Neste mundo xarope em que vivemos, alguma nudez gratuita no meio de um seriado, já é quase um sinal de qualidade do mesmo.

    Eu sou muito suspeito para criticar este tipo de enredo, mas, como a coisa está “tensa” com o monte de série “velha” que estou revendo, agora que finalmente é possível corrigir as legendas e ver tudo com som original, coisa impensável em décadas anteriores (quem viveu os anos 80 e 90 sabe o que estou dizendo) vou colocar esta na “listinha”.

    E sim, é muito, muito bom as coisas não serem mais limitadas pelos moldes da tv!

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