Orange is The New Black merece 5 estrelinhas

A televisão nos moldes em que se encontrava meio que coordenava a nossa forma de assistir as séries, não é mesmo? Ou você adquiria os DVDs ou Bluray, ou você era obrigado a acompanhar uma série somente no horário que ela passasse. Maratona mesmo, só se o canal se animava a fazer ou se você já tivesse comprado todo o material.

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Mitos e considerações sobre as verdades apresentadas em Adventure Time

Adventure Time ou Hora de Aventura, como conhecemos aqui no Brasil, é uma série animada bastante interessante e talvez uma das melhores dentre as que atualmente estão em exibição. Ela conta a história de Finn, o humano; e Jake, o cachorro; na fantástica Terra de Ooo.

Para elaborar minhas considerações sobre o que aparece na animação, eu vou tentar não parecer aquela gente louca que fica falando das mensagens subliminares dos desenhos da Disney ou então a mãe da Carrie de Carrie, a Estranha, uma religiosa louca que acreditava que praticamente tudo era pecado. Vou tentar enumerar o post, mas apenas para falar de cada aspecto, a numeração não é nenhuma colocação sobre nada.

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Algumas inverossimilidades e críticas sobre Dexter

Dexter, o serial killer favorito de quem acompanha séries, já tem hoje 6 temporadas e chegamos ao fim de mais uma trama intensa. Se você não assistiu até a sexta temporada, episódio 12, não aconselho a prosseguir com a leitura, pois este texto contém spoilers.
Dexter na berlinda.
Então agora passarei a uma lista de inverossimilidades e/ou críticas a respeito deste seriado que admiro muito, mas que não é de todo tragável.

1. A inconsistência do papel da LaGuerta: alguém lembra que na primeira temporada ela dava em cima hard do Dexter? Que sempre que eles ficavam sozinhos, aconteciam aqueles momentos constragedores e pior, ele não sabia como fugir, por se tratar de sua chefe, mas não tinha pretensão alguma de corresponder aos calorosos impulsos da porto-riquenha? Então, a partir da segunda temporada, os roteiristas decidiram que a LaGuerta tinha superado o lance com o Dexter e tinha se tornado uma mulher mais profissional. Simples assim. Ela continua sendo bitch de todas as formas, mas parou por aí.

2. O grande noivado de Debra Morgan e o Ice Truck Killer: Tive que pegar o episódio da primeira temporada para contar exatamente quantos segundos durou o grande noivado da Debra. E foram exatamente 120 segundos minha gente! Tempo suficiente para o ITK arrastá-la para dentro do barco! E ela conta deste grande trauma da vida dela: “porque eu fui noiva de um serial killer”; “eu te entendo, pois eu fui noiva de um assassino”; “você não sabe o que é se imaginar casando com o ITK”. Tem coisa mais porre que isso? Francamente gente, o noivado durou alguns segundos, e ela conta como se ela tivesse preparado todo o enxoval e já tivesse escolhido o vestido para o casamento? Sério gente, a Debra que é uma mulher tão forte, fica repetindo isso o tempo todo, como se tivesse sido um relacionamento profundo e ela tivesse visto no Rudy o cara que ela quer passar a vida inteira (coisa que ela sequer considerou antes do noivado). BITCH, PLS!

3. Recuperação rápida do trauma de Lumen intestinal: A quinta temporada é ótima, apesar do grau de antipatia de Lumen, que quando foi encontrada e salva por Dexter, parecia ter se transformado em uma menina-lobo (cá estou eu revivendo a Amala e a Kamala novamente). Enquanto a Debra nunca se recuperou do seu extenso noivado com o ITK, Lumen demorou só algumas semanas para superar o fato de que apanhou e foi estuprada repetidas vezes por diversos homens. Pois é, depois de tanto trauma, há quem pense (eu) que uma garota provavelmente demoraria uma vida para encostar em outra pessoa novamente, mas resiliente que só ela, Lumen tem uma noite de amor com o Dexter, porque, com amor né gente, a gente nem lembra de estupro. Mas se Jordan Chase brincasse de falar “tic tic tic”, ela já ficava alterada, histéria e nervosa como se tudo tivesse acontecido de novo. Oi?
4. Harry, nosso almirante Ackbar: já caiu no óbvio que quando o Harry começa a discordar das atitudes do Dexter, é porque este mocinho está numa cilada, correto? Aí você fica pagando para ver o Dexter discordando e ao mesmo tempo fica naquele eterno sentimento de filme de terror: não faz isso!!!!!!1111ONZE

5. Masuoka perdendo a pose: e então na sexta temporada o Masuoka não é mais o pervertido com piadinhas nojentas? Quem é este cara sério? Cadê o humor do seriado?

6. Dexter garoto boa praça: Na primeira temporada, Dexter deixava bem claro que era necessário agradar às outras pessoas e ser gentil com elas, pois, mesmo não sentindo nada por elas (já que é incapaz de sentir algo por alguém), ele precisava disfarçar esta deficiência. Então ele sempre chegava com rosquinhas, era gentil e falava com as pessoas. Hoje ele chega e vai direto para o seu laboratório, sempre muda a tela do computador quando alguém chega, não gosta de papo nem nada. Será que ninguém desconfia do geek introspectivo e insocial? E sério, se toda vez que eu entrasse naquele laboratório, encontrasse o cara com a proteção de tela, sem nada aberto e olhando para a porta, não iria conseguir pensar boas coisas dele.

7. Astor e Cody: Provavelmente os roteiristas já se encheram dos conflitos internos da Astor e da fofura do Cody e decidiram que para o Dexter, estas crianças não importam mais. Não importam mais a ponto de perder totalmente o vínculo? Estava caro renovar o contrato das crianças?

8. Freebo: Para um serial killer que tem prazer em dar lição de moral na hora de matar as pessoas que ele pega, que tem todo um ritual de deixar uma sala preparada para isso e que prepara o corpo para adequadamente ser descartado em uma corrente marítima, o que para vocês explica a existência da terceira temporada? A família Prado era feita de 3 caras estúpidos: Oscar, Miguel e aquele irrelevante bêbado (que nem vou googlear para lembrar o nome). Dexter entra na casa de alguém sem ver se a pessoa está sozinha (?), usa uma faca em vez de sua habitual seringa (?) e erra o alvo (?). Quando ele percebe que matou a pessoa errada, ele fez a mesma cara que eu fiz quando rasguei o sofá da minha mãe acidentalmente, não obstante eu tinha 5 anos. E então acontece uma temporada inteira baseada em uma cagada que alguém limpo e meticuloso comete como se tivesse tido um derrame naquele momento… Dá para entender por que o Dexter não conseguiu matar o Little Chino de primeira, mas sair matando estranhos?
Quem morreu não muito depois desta cena?
9. O afogamento do Nick: Para quem não tem sentimentos, como nos foi apresentado na primeira temporada, Dexter morrer de raiva do Nick a ponto de afogá-lo foi intenso, hein? E isso provou que novamente ele se descaracterizou fazendo uma execução podrinha (se for podrinha, eu nem vejo o episódio) e também provou ser o cara mais sortudo da cidade: em Miami não tem ninguém na praia à noite, nenhuma única testemunha!
10. Dexter sendo pego: depois de executar Jordan Chase no lugar exato onde a polícia teve pistas e quase ser pego, este serial killer do barulho resolve aprontar altas confusões e executar Travis Marshall em um lugar onde ele avisou às pessoas que estaria? Sério, Dexter poderia ter sido pego na segunda temporada, ou na quarta, de tanta besteira que arrumou, mas ele avisar às pessoas onde estaria e ficar surpreso de ser encontrado? Até na quinta temporada teria sido mais plausível sendo pego, mas qual Hitler que não aprende com história, decide arriscar DE NOVO? Se era pra todos saberem, desse check-in no Foursquare, para todos os colegas policiais comparecerem, né?

11. Debra animal: Pega um pega geral? Esta não é bem uma crítica, mas é mais um comentário sobre algo que acho engraçado: quando estão todos achando que Debra é uma das pessoas que conseguiu conquistar a confiança do agente especial Lundy, na verdade, eles estão é saindo juntos! E então na terceira temporada ela pega um informante, para na quarta voltar com o Lundy, que morre, só para contabilizar mais um entre os traumas de Morgan. Então na quinta, depois de tanta estupidez, Debra chega à festa do Harrison de mãos dadas com o Quinn! E como ela daria uma ótima manchete para essas Ego da vida, na sexta temporada ela quer, nada mais nada menos, que o seu próprio irmão! Srsly gente, eu pensei que ela acabaria ficando com o Matthews, mas não, ela conseguiu surpreender! Minha previsão para 2012 é que a Debra descubrirá sua bissexualidade e termine então com a Laguerta.
Acho que já foram 10 bons argumentos, se eu lembrar de algo mais, darei um update na lista. Gostaria muito que os fãs da série aparecessem para discordar de mim e assim debatermos as idéias. Apenas lembremo-nos que discordar é o ato de não ser de acordo com alguma coisa. O ato de xingar a mãe alheia ou se sentir ofendido por ouvir algumas coisas se chama briga, e é muito deselegante para um blog como este.

Plebéias Disney

Certo dia falando com a amiga Ana Spol, eu tive a certeza e então por meio deste post eu gostaria de expressar a vocês que eu queria muito ter assistido os desenhos das Plebéias Disney. Ma-mas Jess, você já ouviu falar de alguma plebéia Disney? São todas princesas! E é aí que mora o problema, meu amigo.
Mas é muito photoshop para pouca realidade!
As princesas Disney sempre trazem a mesma temática: uma garota linda, encantadora, fofa, meiga, cuja beleza deixa questionável o fato de elas terem ou não necessidades fisiológicas, ou necessidades simples, como: escovar os dentes, arrumar os cabelos, usar um absorvente; e com todo este encanto, trazem uma personalidade agradabilíssima, sem tpm, sem irritações, um bom humor fantástico e uma vontade sem fim de seguir o seu destino: encontrar o príncipe encantado.
Nenhuma delas era sardenta, ou acima do peso, ou tinha um cabelo mais real, ou era alta e esquisitona, ou então cheia de espinhas. Algumas eram pobres, mas todas foram magicamente salvas por um cara que além de lindo, tinha tudo. Essa é uma vida com photoshop demais para o meu gosto.
Mas o que é a ficção senão um belo modo de nos tirar das nossas tristezas e nos levar para um lugar muito mais lindo, em que somos princesas e o nosso destino é, apesar de qualquer contratempo sinistro, ser admirada, amada e ter uma vida dos sonhos? A ficção é mesmo uma maravilha, mas a Úrsula da Pequena Sereia é que era obesa, não a Ariel; as bruxas são narigudas, de estatura inferior, de voz menos doce e com um olhar menos agradável. E quando uma criança no jardim de infância é chamada de gorda, ela se lembrará mais da Úrsula, do que da Ariel, e por isso se sentirá ofendida (é claro que este é um mero exemplo, e não uma explicação absoluta do caso).
“We are cute for two ugly people” é o que fala na letra de Anyone else, but you, música de The Moldy Peaches, e eu gosto bastante deste trecho. Nós não somos padrões, por mais a nossa infância tenha sido recheada de Barbies de olhos azuis, esbeltas, seios proporcionais aos quadris, sorrisos perfeitos, olhos brilhantes e pernas que pareciam de fadas, não é disso que as coisas são feitas, e as pessoas se tornam muito infelizes por isso. Creio que iniciativas como esta das escolas britânicas tendem a trazer pessoas muito mais felizes com o corpo que possuem e que permitem que pessoas menos fúteis e mais preocupadas com o seu interior sejam criadas.

A música que você ouve não te define.

Que tipo de música você ouve? Este é o tipo de pergunta que gera um oceano de informações e por mais que você tente ser completo ao fornecê-las, você sempre acaba esquecendo de alguma coisa.
Fonte.
A música nada mais é do que uma expressão da alma através de melodia (e harmonia e ritmo? Não estudo/estudei música, apenas quero que entendam o que eu digo, ok?) e letra, o que acaba mexendo de maneira mais forte com a nossa alma do que um livro, por exemplo. Isso porque um livro demora muito mais que 3 minutos para transformar uma mente, enquanto uma música não transforma, mas comove seu ouvinte em 3 minutos ou menos (ou em 10 minutos, se você for da galera do metauuuuuu). Se alguém aparecer me falando que metal é com L…ah…

Uma coisa que eu sempre achei curiosa e acho digna de nota é a maneira como é visto o compositor e o intérprete da música. Pode ser limitado da minha parte, mas há quem concorde comigo que, um músico, não é músico completamente se não conseguir concluir as duas formas de representação desta arte: letra e melodia. Se você só compõe, você é um poeta. Se além de compor, você interpreta (mesmo que não seja cantando), você é completo. Se você apenas interpreta, ou você é um fantoche do mundo das gravadoras (OI SANDY, um abraço pra você, querida!) ou você é um excelente nadador, mas que só tem uma perna (e claro, nadaria muito mais se tivesse as duas).

Acho que é muito fácil interpretar uma música, você pode não ter uma voz diferente e intensa como a da Adele, mas você pode cantar as músicas dela e colocar no youtube. E sabe o que diferencia você dela? Ela não vive de cover, ela não é lua, não precisa luz alheia. Eis então o meu ponto sobre o assunto: compositor e cantor. 

Bom, definidas algumas coisas sobre música, intérpretes e compositores, vamos falar um pouco sobre personalidade musical. A personalidade musical nada mais é que um termo que acabei de inventar, que demonstra o tipo de música com a qual a sua personalidade se identifica. Para a sua surpresa, o que você ouvia quando era apenas um bebê ajudou a modelar o seu gosto musical. E se você foi criado a base de Bach e Chopin, talvez seu ouvido sangre quando toca aquele pancadão (ai que vergonha de usar esta palavra aqui!). A personalidade musical tem a ver também com aquele papo de “esta música é a minha história!” e “esta música foi feita pra mim!”, e como eu disse anteriormente, é muito bom ter esta identificação miojo: em 3 minutos você conseguiu uma filosofia de vida e isso sem ter que se mexer, sem ter que ler, sem esforço algum! A única coisa mais fácil que isso é dormir! Mas é claro, para algumas pessoas dormir não é uma tarefa simples…

A questão é que, aquela letra é a filosofia, o extrato, a geléia real de… quem a compôs! E apenas isso. É adorável rolar uma identificação com a música, principalmente quando ela é divertida e anima o seu dia, mas identificação é igual a cor favorita: é algo que você curtiu, mas não define quem você é. Você não é o que você ouve, o tênis que você usa, a cor de cabelo que você tem ou então a tatuagem do Supremo Senhor Kaiô que você fez na testa. Você gosta destas coisas e todas elas fazem parte do seu dia, mas Kurt Cobain foi uma pessoa e você é outra, o que definiu ele foram as atitudes dele e o que te define não é o suicídio de Cobain, não é o que você tem ou o que você fala, mas o que você faz.

Eu creio ser possível ter um relacionamento com alguém de gosto musical diferente (até porque só gays gostam de tudo o que eu ouço), pois em uma sociedade com internet, em que você curte aquela bandinha da Ucrânia e ao mesmo tempo não perde o gingado quando toca qualquer música do Calypso, não é estranho encontrar alguém igualmente interessante, com quem você não compartilhe uma só interseção musical. Se nos anos 1990 você só poderia curtir rock americano ou ser fã das baladas dos anos 1980, ou então ter Legião Urbana (ui!) na veia, hoje as coisas são muito diferentes e você ocupa vários lugares e pode ser amigo de pessoas que também possuem uma diversidade em seu gosto musical.
Isso me fez lembrar que na minha adolescência era comum querer ser amigo de quem curtia o mesmo estilo musical: ouve Linkin Park? Eu também! Amigos para sempre! OH WAIT… isso não quer dizer nada, absolutamente nada! Tanto a definição de quem você é quanto a de quem seus amigos são, vão muito além de gostos musicais…

Cabem 3 vidas inteiras, mas não cabe um neurônio

Este é o coração humano: sabemos fazer contas, aprender diversas coisas de diversas áreas, sabemos os halogênios da tabela periódica, decoramos o número de judeus mortos por Hitler, mas não conseguimos escolher por quem vamos nos apaixonar.
Fonte.
Sempre que o assunto chega neste ponto eu lembro do filme Equilibrium, em que as pessoas tomam diariamente uma droga para impedir que tenham sentimentos. Se isso de fato acontecesse, materializando as emoções, seria como se todos os dias você saísse de casa com um equipamento como de astronauta, para não correr o risco de ser atingido por uma bala perdida, e andando vagarosamente para evitar uma queda e uma fratura. E a vida seria sobremodo entediante, não? Por isso, por mais que doa um coração partido, a gente tem que se arriscar, pois é melhor ter cicatrizes do que ficar trancado dentro de casa rezando para que nada de ruim lhe suceda, e deixar a vida passar.

As inverossimilidades de Grey’s Anatomy

Para quem acompanha na timeline, sabe que comecei a ver Grey’s Anatomy recentemente e viciei na série. Sim, é um seriado médico e não, não adianta comparar com House, pois é totalmente diferente. Enquanto em GA o foco é a vida amorosa dos médicos, no House o foco são os casos surpreendentes e o relacionamento médico-paciente, portanto, casos entre médicos, fofocas, intrigas e tudo o que uma novela tem direito é o que você verá em Grey’s. Mas é com tristeza que pude notar algumas coisas no seriado que faz o telespectador se perguntar: “Hein? Certeza que isso é escrito por adultos?”, pois de vez em quando acontecem umas coisas dignas de Nárnia (sem ofensas). Eis a lista:

(Tentei ser cuidadosa, mas este post pode conter spoilers)

1. O sex appeal de Cristina Yang: você pode não ser admirador de Lucy Liu, mas você sabe o que é uma oriental bonita quando vê uma e esta não é Cristina Yang. Ela tem uma cara comprida estranha (long face is long), olhos tristes e uma boca esquisita. A única coisa de fato bonita nela é o cabelo, nem o corpo possui algo de notável. Fora isso, a voz dela lembra bastante o Bisonho, amigo do ursinho Pooh, portanto, como ela conseguiu namorar o Preston Burke e o Owen Hunt e ainda ter um Jackson Avery no pé dela NINGUÉM EXPLICA!

Cristina Yang é assim.
Os roteiristas de Grey’s Anatomy a enxergam assim.
2. O RH pamonha do hospital: o chefe da cirurgia Dr. Webber coloca e tira quem ele quiser daquele hospital na hora que ele quiser? Se ele fosse um dos mantenedores do hospital, até eu entenderia, mas essa facilidade para trazer a Addison para o hospital (alguém foi demitido para ela ficar lá?) e o Sloan; promover e demitir como quem está montando time de queimada no colégio me deixa perplexa ao notar a flexibilidade digna de flubber que o RH do Seattle Grace Hospital possui.

3. A neutralidade de Izzie Stevens: os homens morrem por uma Cristina Yang e só o Karev conseguiu enxergar a aparição que é a Izzie? Sério, deveriam fazer uma ressonância e procurar por tumores em todos os homens daquele hospital. Não é à toa que a atriz (Katherine Heigl) é uma das poucas que teve imenso destaque no cinema, enquanto o sex appeal de Cristina Yang deve existir só na cabeça dos roteiristas mesmo. (Sim, eu sou a favor da valorização do cérebro em detrimento da aparência física, mas convenhamos que isso é algo que só existe na minha cabeça, portanto Grey’s Anatomy não faz sentido).
Quem notaria um ser tão sem graça, não é mesmo?
4. Qual o cargo do doutor Webber? Tem horas que ele age como chefe da cirurgia, como dono do hospital, como dono das pessoas. Qual é o cargo dele afinal? (é uma retórica, ele é chefe da cirurgia, segundo o script)
Dr. Webber não curtiu este post.
5. Os melhores do universo: sério mesmo que pode-se dizer que o Seattle Grace é o melhor hospital da Galáxia? Que eles tem o melhor cirurgião plástico, melhor cirurgiã de G.O., melhor neurocirurgião, melhor isso, melhor aquilo, melhor enfermeira de pós-operatório, melhor copeira, melhor flanelinha do estacionamento do mundo? Esse lance de eles ficarem dizendo que são os melhores da área tem horas que soa forçado demais.
6. É gratuito ou não é? Um dia a Izzie pagou a cirurgia de uma adolescente, pois o convênio não cobria, no dia seguinte, um mendigo estava sendo submetido a uma cirurgia de alta complexidade e eu me pergunto: Dr. God Webber é quem define isso também?
7. O que é imortal não morre no final: é fato, quase ninguém morre. Pode não haver cura, pode não haver pesquisa com resultado satisfatório, não importa; Shepherd passa o dia pesquisando no Google e acha uma maneira de tornar um tumor inoperável um procedimento tão simples quanto uma apendicectomia e ninguém morre! Nunca, a vida é sempre linda no hospital. Conte quantas pessoas morreram e quantas morreriam se aquilo fosse a vida real. (Lembrando que morrem tão poucos que os médicos ficam super traumatizados quando isso acontece, como se fosse algo totalmente anormal).
Mais importante do que saber operar é saber manter esse cabelo impecável.
8. Estão perdoados os teus pecados: os residentes são uns demoniozinhos que fazem coisas bizarras, já roubaram até órgãos para transplante. Isso mesmo, ROUBARAM. E claro, tudo em Grey’s é na base do perdão, do “errar é humano” e do “dá um abraço e vai ficar tudo bem agora”. Enquanto no Brasil, uma turma da medicina que estava pra lá de alegre invadiu um Pronto Socorro e quase foi impedida de formar por isso.
9. Vórtex: assistindo Grey’s você percebe que há uma enorme quantidade de tempo disponível para os plantonistas dormirem uns com os outros nos quartos de plantão, que não são individuais. O que você percebe é que há também há um enorme consentimento entre eles: estou há 18 horas trabalhando, mas meu colega quer pegar a enfermeira, portanto não vou para meu quarto dormir, vou ser legal e ficar trabalhando (simples, não?). E você percebe que há um vortex fazendo com que exista tempo hábil para dormir uns com os outros e até trair uns aos outros durante o próprio plantão.
10. A condição financeira da Torres: Callie parecia uma residente bem sofredora, vivendo escondida nos fundos do hospital, no meio de uma bagunça, como se fosse um ratinho. Então casou com o Dr. XX (tentando não dar spoilers) e passa a viver em um hotel? E aí se descobre que seu pai é milionário? Se ela nunca esteve brigada com ele antes, por que morava escondida “no calabouço”? Na verdade a minha pergunta é por que ela existe? Acho a dra. Torres tão fundamental quanto a Kate Austen era para o Lost: um pé no saco.
Fique encarando as sobrancelhas dela e tente dormir depois disso.
Discorda de algum ponto e tem um bom esclarecimento para dar? Tem algum ponto para acrescentar? Comente e vamos discutir o assunto!

Twitterland: a terra da censura

“Embora nada pudesse ser mais polido que seu comportamento para com Elinor e Marianne, na verdade lady Middleton não gostava de nenhuma. Como jamais a elogiassem e às crianças, não podia admitir que tivessem boa formação; e porque gostavam de ler, imaginava-as satíricas, talvez sem mesmo saber realmente o que isso significava; mas não tinha importância. Era uma censura que estava muito em moda e se fazia indiscriminadamente.”

Extraído de Razão e Sentimento de Jane Austen, tradução de Ivo Barroso.


Com base nesta citação, falarei das censuras que estão na moda. Assim como Lady Middleton, todos nós temos a forte inclinação em censurar o próximo nas atitudes que cremos serem dignas de exposição na berlinda. No Twitter, não poderia ser diferente, e desde 2009 pude acompanhar os “guardinhas da ditadura in” e claro, já fui guardinha, não obstante, já levei multa (não me pergunte onde, mas não posso admitir que sou irrepreensível, pois ninguém é). Afinal, não é ser cool, cult, problogger, wtf, é estar na situação certa e criticar quem estiver na errada/censurável. 
Os fariseus do Twitter já crucificaram (e ao mesmo tempo louvaram):
  • Usuários ‘populares’: sendo esta popularidade alcançada pelos degraus dos scripts de seguidores. Alguém aqui é da época do Funk do Twitter ? #facepalm
  •  As pessoas influentes e formadoras de opinião: Quão esdrúxulo é pensar que um babaca que ganha retweets é formador de opinião?;
  • As infindáveis (e sacais) listas de pessoas fundamentais a serem seguidas: que deveriam ser uma só, já que era sempre a mesma lista, com algumas pessoas de fato ótimas e outras que são apenas da panelinha;
  • Os analistas de mídias sociais: você estava lá e gritou: crucifica-o! pra eles QUE EU SEI;
  • Os probloggers e aspirantes: o porto caiu no adsense e engordou o ego da galera in the deep;
  • As celebridades e pior, as subcelebridades da internet: aí você é obrigado ouvir fofocas sobre celebridades. Lembram do Luciano Huck comprando seguidores com mimos? Se ouvir fofoca sobre celebridade já é em extremo inútil, ouvir fofoca sobre subcelebridade é de sangrar os ouvidos;
  • As eleiçõeszzzzRONC de musas do Twitter, de perfis mais engraçados, de perfis fakes, etc: vamos fazer assim: todo mundo ganha uma plaquinha e uma medalha, todos podem dormir cheios de auto-estima e economizar na terapia, ok?;
  • As engraçadinhas da Twitcam: até criarem o filtro (disponível em apenas alguns aplicativos, mas naõ no Twitter web), era uma verdadeira praga você querer ter timeline quando tinha alguém falando que ia tirar a blusa se conseguisse 1000 views na Twitcam. Para se sentirem queridas, moças, comecem com “não usando o corpo para ganhar uma migalha de atenção”. Se amem um pouco, pls.
  • O CQC: humilde e hipsterly falando: eles eram mais legais antes de serem tão populares na TL;
  • Os nerds wanna be: tenho conta no Twitter, já assisti Pokémon, jogo Paciência no computador, sou *meia* nerd sabe…; 
Btw, isto que é meia nerd.
  • Os cult: a.k.a. “AIEUAMOCAFÉ e faço letras e minha professora doutora falou que uma Clarice Lispector que eu nunca li ou evitava ler é a única coisa que presta, por isso pago de inteligente na timeline, tuitando frases dela”;
  • As whore wanna be: tuitam um mar de obscenidades (que aprenderam assistindo American Pie escondido dos pais) durante o dia, mas chegam em casa antes da meia noite e se estiver com ela, não abraça forte, pois o pai dela disse que abraço engravida.
  • O Lingerie Day: como atitude sustentável, vou economizar minhas palavras e deixar que o leitor imagine a minha opinião óbvia a respeito desta data;
  • Os vloggers Felipe Neto e o Pecesiqueira: colecionar tantos lovers e tantos haters  não é tão simples quanto pensa.  Btw, o PC conseguiu ser um hipster mainstream, o que é algo que dá um nó no cérebro só de pensar.
  • Os dedos leves: essas coisinhas lindas cheias de preconceito, que facilmente confundiram liberdade de expressão com a encarnação da deidade. E além disso tem a burrice de ter avatar com foto, perfil com nome completo e bio com o curso que faz e a cidade onde mora.
  • Os não tá bom: Só porque você não é famoso, não tem fotos indiscretas no twitpic, ego inflado e uns tweets imbecis, não quer dizer que você não esteja em grupo algum. Os “não tá bom” são a turminha do “ah que droga de frio” e dos que rebatem com “ah que droga dos que reclamam do frio” e outras peculiaridades. Também são fiscais de meme, e te avisam quando um meme já perdeu a graça, o que acho incrível e de utilidade pública, deveriam publicar no Diário Oficial da União tweets com este tipo de notificação.
Ainda muita coisa irá rolar até que o Twitter pare de crescer e comece a morrer (se é que isso ocorrerá algum dia). Mas enfim, toda manifestação tem seu período de nascimento, crescimento em fase lag e log, a fase estacionária, e o declínio (conforme gráfico abaixo), que leva para a morte de relevância, que é quando aparentemente a pessoa se torna insignificante, mesmo que tenha dinheiro e seja bonita ou tenha quaisquer outros méritos (a.k.a. voltou a ser importante só para a mamãe, se é que algum dia foi importante para mais alguém). A pessoa nesta fase se torna um tipo de Faustão, todo mundo sabe que existe, mas ninguém mais dá a mínima para o que ela fala.

Curva de Crescimento Padrão, em um sistema fechado.
Ou também uma cobra que engoliu um elefante.
Fonte. 

E para que saibam, o gráfico utilizado corresponde ao crescimento microbiológico, mas também traduz perfeitamente o up & down da Twitosfera.
 
Apenas nos lembremos que censurar nos torna co-participantes da terra da censura, portanto, em nada superiores aos censurados 😉

Atestado de Fodicidade: você quer, eu sei.

Acho que todos já ouviram falar, assistiram e riram muito do Vitinho, conhecido na internet pelo vídeo dos Avassaladores que ganhou tantas versões que você já ficou com cãibra de rir de todas elas e parou de procurar por elas, pois já cansou de rir. O que você não sabe é que, dentro de você existe um serzinho que consegue ser mais engraçado que ele, mas que até então você não conhecia. Pois bem, este é um post sobre a Ditadura do Foda. 
Não costumo usar palavrões no blog, mas infelizmente o termo é este, não tem outro. 
Quem é este indivíduo que estamos procurando hoje? É alguém que simplesmente quer ser foda em todas as áreas da vida dele e ele não só quer ser, como ele é. É uma criatura cheia de epicidade, que é tão fantástico pela internet que você tem certeza de que ele não tem necessidades fisiológicas, pois ir no banheiro é uncool demais para ele, uma criatura totalmente foda. Pagar contas, receber ligações da mamãe e levar fora de garotas está fora do seu cotidiano, pois ele acorda awesome, toma um banho fantástico, sai de casa com seu super iPhone da última geração (se passar de geração ele joga fora e compra outro), passa na Starbucks para tomar seu café e então passa o dia tuitando coisas interessantes enquanto faz o seu trabalho que, cá entre nós, não compensa falar do que se trata, senão você morrerá de inveja.
E como é o comportamento dele? É o seguinte: o que ele escuta é o que há de música, se você não conhece ou não curte, você é um tosco. E toscos são piores do que incrédulos na Bíblia, toscos são piores que trouxas em Harry Potter, toscos são pessoas mainstream, iguais a todos, e que certamente, alguém foda como ele não quer contato. Portanto pensemos no tosco como o oposto extremo do foda. Nunca deixe um foda te identificar como tosco, loser ou uncool, pois isso é como ter peste bubônica e você, segundo o foda, deveria ficar num galpão esperando a morte.
E não só o que ele escuta, os filmes que ele viu também são os melhores, e as roupas dele e os livros que ele lê. Você não conhecer uma frase de um livro que ele leu faz de você automaticamente um tosco. Se for falar com o ele, use o Google ou conheça as referências, do contrário, já viu…
O que o indivíduo não percebe é que ele está desesperadamente tentando alcançar o Troféu Vitinho Avassalador, pois ele é essa pessoa marcante e sinistra, que acha que esculacha onde vai e que seu gostinho “todas todas que provaram não conseguem esquecer”. A minha grande pergunta é: Ditadura do Foda até quando? Cara, ninguém precisa ser o Chuck Norris, você pode curtir Tarantino e admitir que também adora assistir desenho animado comendo danoninho, as pessoas ainda vão gostar de você, e se não vão, creio que você está com as pessoas erradas, com aquelas que você fez acreditar que você é fantástico demais para ter defeitos.

O foda se olha no espelho e se vê assim:
Mas você o olha e só consegue enxergar isso:

Acho que simplesmente todo mundo tem o direito a ser tosco (claro que não precisa fazer questão, né gente), o direito a ouvir música ruim e a ser um pouco loser. Só não caia no erro também de, achar que, “ser você, mesmo que seja bizarro” signifique achar Miley Cyrus um show de cultura, uma diva maravilhosa que veio para mudar a história da música, AÍ NÃO NÉ GENTE.

Sim, isso é SPAM!

Creio que 140 caracteres tem sido pouco para poder expressar a indignação de diversos usuários ao se depararem com alguns convites em sua timeline: conheça minha banda! Siga o meu blog! Te segui, me siga de volta?
Mais uma vez o Dicionário VeryJess de português vem atualizá-los e esclarecê-los a respeito de qualquer dúvida. 

Afinal Jess, o que é spam?

Spam é toda e qualquer propaganda indesejada em local onde não foi solicitada. Aquele e-mail de alguma estranha lhe ensinando a perder 8 kilos em 5 dias é um spam e todo mundo sabe. O que talvez as pessoas não saibam é o seguinte: ir conversar com pessoas que você NÃO segue, para tentar promover algo que NÃO foi solicitado por essas pessoas É SPAM SIM!
Existe um protocolo social que, na minha humilde opinião, é óbvio, porém, parece não ser tão óbvio assim. Se você lembra de uma pessoa e lhe passa um link, você é legal. Se você mendiga ouvintes para o seu MySpace, leitores para o seu blog, seguidores para o seu twitter, etc, você é um spammer. 

Tio, vc tem um RT pra me dar?

E quem é o spammer, Jess? É o filho da mãe que faz o spam. É por causa desse sujeito que você tem que filtrar seus e-mails de links e ícones maliciosos e de informações inúteis. E é esse tipo de sujeito que foi para o Twitter com o fim de: ah, todo mundo é popular aqui, eu quero ser também! (e não estamos falando de bots scriptados, ok? Não confunda as coisas, bots não conversam com você).

Spammers do Twitter tem sentimentos! Sim, é isso mesmo que você ouviu. A pessoa importuna cerca de 500 estranhos por dia com sua propaganda chata e ainda tem sentimentos. Esses dias, uma pessoa que eu não pretendo identificar ou deixar print aqui, me pediu para seguir o blog dela. Eu disse que não gostava de spam, e ela respondeu que as palavras podem magoar as pessoas e que esse tipo de comentário infeliz poderia custar o meu twitter! Isso mesmo gente, eu achei o Don Corleone no Twitter e se eu insistisse em lhe mostrar o quão inconveniente é sua atitude, eu poderia acordar com a cabeça do meu hamster debaixo dos meus cobertores!

Follow back ou eu atiro!

Algumas pessoas terão inteligência para entender que ser mendigo de atenção no Twitter é tão chato quanto o carinha que bate na sua porta para vender coisas e não sossega enquanto você não levar algo. Outras pessoas ficarão ofendidas, afinal, elas são mesmo esse carinha, e nestes casos, pelo menos no Twitter, você tem aquele lindo botão de “block and report for spam”. Vamos usá-lo com sabedoria galerinha, o poder é de vocês!

VAI TWITTER!