O desespero por atenção no Facebook

Não sei como funciona com vocês, mas se eu não filtrasse a minha timeline e não desse unsubscribe em metade dos meus contatos, eu nem entraria no facebook. E mesmo assim, muitas vezes eu entro e meus olhos sangram. Sangram porque:

  • Tem menina de 8 anos que cansou de correr atrás e agora aprendeu a dar valor a si mesma;
  • Meninas belas de 15 anos tiram fotos no espelho, curvadas num ângulo de 45 graus, para dar ênfase ao busto e à bunda;
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Se for add deixa….OH WAIT

Lembra do famigerado anúncio  deixado por todo mortal na rede social em experiência de pós-morte,  “só add se deixar scrap”? E isso servia para…? Óbvio, para que a pessoa te lembrasse de onde você a conhece, pois as pessoas até então usavam redes sociais para manter contato com seus amigos, colegas e parentes, e não queriam estranhos tendo acesso às suas fotos e informações pessoais, certo? E claro, dando uma ênfase especial às fotos.
Antes de tudo, as pessoas iam aos eventos e só tiravam fotos do que fosse memorável: formatura, casamento, aniversário. Com as câmeras digitais, as Casas Bahia e suas prestações a perder de vista e a TekPix, a câmera que só não está postando neste blog agora, pois ainda não a programei para isso (minto, não tenho uma), o ato de tirar fotos não implicava gastos mais, portanto fez com que toda a mágica desvanecesse para dar lugar a um novo ato: a futilidade. Foto do barzinho com os amigos, foto de aulas na faculdade, foto no banheiro, na sala, no quarto, foto de perfil em rede social, foto de tudo. Mas com o tempo, a futilidade também tomou forma e utilidade. Com as fotos você pode dar personalidade à sua vida virtual, fotografar acidentes, ou ter noção de como está o trânsito em Recife, sendo que você mora em Porto Alegre, e só soube disso pelo Twitter. Twitter, chegamos aonde eu queria. 
O relacionamento nas redes sociais não são sempre os mesmos, embora no início tendiam a ser. 
Orkut, onde tudo começou?
Nem fale nada, você tinha BuddyPoke QUE EU SEI.
No Orkut, você queria adicionar só quem você conhecia, para mostrar suas *fotos* do fim de semana, trocar idéias e os famigerados scraps, além dos depoimentos (aquela rasgação de seda, em que todo mundo ama todo mundo, todo mundo é fantástico, lindo e tal). A questão não é a inclusão digital, a questão não é gente infeliz fazendo fake  de cachorros. Você saiu do Orkut pois o serviço não lhe satisfazia mais, ou você é só um zumbi sem opinião que segue a correnteza e faz com que alguém na foto abaixo tenha ~ bilhões de motivos para rir. 
E o Facebook…
Mark rindo enquanto pode, será?
No Facebook você adiciona seus amigos, e com o botão do like, pode interagir com eles na timeline, em que todos comentam, e por isso a febre toda em volta da rede social (na qual eu não tinha mais de 20 amigos há 2 anos atrás). A interface clean conquista, os social games e os eventos também.
Me segue que eu te…
No Twitter quem você “adiciona” não necessariamente “adiciona” você. Você não necessariamente quer falar com seus amigos, pois o que você quer é entretenimento, notícias, dar risada, discutir assuntos e se expressar o máximo que dá em 140 caract…  Portanto, não importa se você segue um estranho, ou alguém que nunca falará com você. Não importa para a pessoa se você é legal ou o que você fez no fim de semana, a única coisa que importa é que rolem tweets de interesse para quem segue. E claro, se você quer compartilhar fotos, existe o Twitpic, e também tem o Twitcam para aparições ao vivo, um serviço deveras famosinho.
E o Tumblr?
No Tumblr, assim como no Twitter, é a regra de seguir e ser seguido, portanto, não é uma real amizade. Aliás, não é um real nada. Você segue alguém que você pode não fazer idéia de quem seja, você não sabe de onde a pessoa é, você não quer saber, você nunca mandará um reply para a pessoa, pois nem tem como fazer isso (no máximo uma pergunta na caixinha Ask, isso para os usuários que a deixaram ativa). Simplesmente não é amizade, são likes e reblogs e assim a máquina funciona e você vicia. E você gosta das pessoas e nunca saberá a idade delas, ou conseguir o msn (igual pode rolar no Twitter), pois o que interessa são likes e reblogs, memes e comemorações, imagens que você nunca veria em outro lugar da internet.
Você está olhando para David Karp, o criador do Tumblr. E se você for garota, você está olhando há mais de 10 segundos.
Aiaiai, o Google +


E o Google +, Jess? Bom, ainda estou na exploração do Google +, e posso falar a vocês que, assim como no Twitter, Facebook e Tumblr, se você restringir suas conexões a contatos da vida real, você pode perder o melhor da coisa. O G+ misturou aquela coisa linda que era o Google Buzz, em um lugar em que você pode postar de tudo, usar o Gtalk (sem automaticamente adicionar contatos que você adicionou ao seu círculo), e brincar de Hangout com a galera (é ótimo!). E pegou o melhor do Twitter e Tumblr: quem você adiciona não necessariamente virou seu contato, e só se tornará se ele te “circular” também (sim, lá você coloca as pessoas em círculos). O seu fim de semana pode ter sido super legal com a galera, então tire uma foto e poste no Twitpic ou no Instagram, pois estamos ficando sem tempo para olhar tantas fotos, já que o conteúdo não pára (enquanto você está dormindo, sua timeline do Twitter e dashboard do Tumblr estão acontecendo e você está perdendo tudo: pense nisso)
A minha dica seria: não faça do G+ o seu querido diário, e procure por usuários interessantes, você pode até adicionar seus amigos, mas faça um círculo que valha a pena acompanhar. Você não é um cachorro adestrado, vá atrás do conteúdo e pare de procurar o Orkut em toda rede social em que você entra. 

O que é o Farmville do Facebook?

Mais uma vez venho falar de redes sociais para a galera. Você fez seu cadastro no Facebook, seus amigos não param de te enviar convites para um negócio chamado Farmville? OMG, o que é isso? Ou você joga Colheita Feliz do Orkut e não faz idéia do que seja Farmiville? Bom, de qualquer maneira, encontrei uma viciadinha deste aplicativo do Facebook para nos falar sobre o jogo, como que funciona e como você pode se dar bem por lá.
A entrevistada do dia é a Desirèe Martins, 19 anos, mora de Atibaia – SP. Atualmente, a moça está no 2º ano de letras e trabalha como secretária em uma pequena empresa.

1. O Facebook é uma rede em que se pode fazer amigos, semelhante ao Orkut. Há algum tempo as pessoas perderam o foco nisso e começaram loucamente a jogar Farmville. Conte para nós, o que é este aplicativo?
Bom, o Farmville é um jogo onde você pode criar sua fazenda e pode ampliá-la conforme ganha dinheiro e avança de nível. Você ara, planta em suas terras e cuida dos animais.

2. Por que as pessoas ficam convidando a gente para o Farmville? É possível interagir com as fazendas vizinhas?
Sim, é possível. As pessoas convidam para que possam ter mais vizinhos e interagir com eles. Você pode entrar na fazenda de seu vizinho e ajudá-lo com a plantação, fazendo isso você ganha xp (experiência), que é a forma de ir passando de nível. Também entre vizinhos é possível mandar e receber presentes para sua fazenda.

3. Jogar Farmville é a sua principal atividade no Facebook? Você usa ele pra mais alguma atividade interessante?

Não é a principal, mas está em 2º lugar. Uso o Facebook para ficar em contato com meus amigos tanto com os que estão por perto, mas não tenho contato durante a semana quanto aos que estão mais longe. Interajo com eles através de mensagens, comentários e atualizações. Essa é na verdade a minha principal atividade no FaceBook, depois tem o Farmville e recentemente acabei entrando em outro aplicativo, o Treasure Isle, onde você cria sua ilha e pode explorar novas terras, mas o Farmmille ainda é insubstituível.

4. O que tem de tão legal no Farmville? Há algum aplicativo semelhante em outra rede social?
Ele é muito bom para se jogar, é um jogo que realmente te cativa, e também pode ser uma “simulação” de como você administra o dinheiro que ganha.
Você tem sua fazenda, cuida dela com todo “amor e carinho”, seus vizinhos te ajudam, você pode enfeitá-la e decorá-la do modo que quiser. Os animais também são muito fofos [cute cute moment]. Confesso que teve um momento, na verdade vários momentos, que fiquei irritada e não conseguia nem olhar mais para minha fazenda. Às vezes cansa, mas nunca cheguei a ponto de excluí-la como alguns amigos meus já fizeram.
Parece que o Orkut tem um aplicativo parecido, a Colheita Feliz.


5. Você já jogou Colheita Feliz? Consegue fazer uma comparação pra gente?
Na verdade nunca joguei, mas prefiro muito mais o Facebook do que o Orkut. Todavia, sei que na Colheita Feliz dá para você roubar a plantação de seus vizinhos, e não acho isso muito legal. Parece chato você montar sua fazenda, cuidar sempre e vem alguém e fica roubando sua plantação.

6. Atualmente, quais são as redes sociais que você mais usa? São apenas entretenimento ou possuem algum interesse profissional/pessoal?
Tenho usado direto o Twitter, todos os dias e toda hora, é muito bom! Em ordem, posso dizer que em primeiro lugar está o Twitter, depois o Facebook, em terceiro o orkut, fora o msn que fica ligado sempre. Uso as redes sociais mais para entretenimento (aplicativos, notícias etc) e interesses pessoais (contatos com amigos).

Obrigada Desirèe pela entrevista, agora dá pra ter uma completa noção de o que é o Farmville. Porém o aplicativo não é novidade para quem jogava Harvest Moon no PS1, ou nintendo 64.

O que é o Mafia Wars do Facebook?

Conforme a rotina, sempre falarei de uma rede social. No intuito de enriquecer o conteúdo, procuro por um usuário assíduo (leia: louco viciado) da rede social em questão, para que vocês saibam qual a graça da tal rede.

Hoje falaremos do Facebook, mais especificamente do aplicativo Mafia Wars.
O entrevistado da vez foi o Felipe Bussaglia Bruni. Ele tem 24 anos, é de Curitiba e trabalha com recuperação de crédito num escritório de advocacia, na área de financiamento de veículos.

1. O Facebook parecia mais um Orkut, e então do nada as pessoas começam a falar desse Mafia Wars. Contra pra gente, o que é este aplicativo?

O Mafia Wars é um jogo onde você é um mafioso e precisa executar algumas tarefas politicamente incorretas pra se dar bem na vida. A grande diferença do jogo é que ele não é um jogo “gráfico”. Você não controla nenhum boneco por um cenário bonitinho. Ele funciona no mesmo estilo daqueles managers de futebol que existiam nos anos 90, tipo Elifoot. A cada progresso que você faz você ganha novos itens e dinheiro. Você também pode controlar propriedades para ganhar mais dinheiro, como cassinos, hoteis, fábrica de armas…
O legal desse jogo (e da maioria desses jogos de redes sociais) é que ele não tem um fim. Eles estão sempre em desenvolvimento. No caso do Mafia Wars eles sempre liberam novas cidades pra você poder “controlar”. Você começa em New York, passa por Havana, Moscow, Bangkok, Paris… E cada cidade tem novas taferas, propriedades….
Eu sei que explicando pode parecer meio chato, mas o jogo e viciante! hahahaha

2. Por que as pessoas ficam convidando a gente para o Mafia Wars? Dá pra jogar com outras pessoas?
Não exatamente. No Mafia Wars você tem pontos de energia, saúde, ataque, defesa e stamina. Esses pontos crescem a medida que você avança no jogo, de acordo com os itens que você ganha/compra e com o tamanho da sua máfia. Cada pessoa do seu Facebook que participa do jogo pode fazer parte da sua máfia. Quanto maior a sua máfia, mais forte você é no jogo e mais fácil é pra você vencer as batalhas, roubar dinheiro e também se defender do ataque de outras pessoas. Também dá pra presentear os amigos com itens e pedir para que eles também te enviem presentes. Mas as pessoas normalmente ficam convidando porque são chatas mesmo. Porque embora o Mafia Wars SEMPRE incentive você a enviar convites, você não é obrigado a convidar, e também pode escolher pra quem quer enviar o convite.
3. Mafia Wars é a razão de viver do seu Facebook? Você usa ele pra mais alguma atividade interessante?
No começo quando o Facebook era pouco conhecido por aqui eu usava ele basicamente pra isso mesmo. Hoje já não é tanto assim. Claro que eu entro sempre que possível pra recolher o dinheiro das propriedades e jogar uns minutinhos por dia, mas eu tenho usado cada vez mais o Facebook como rede social mesmo.
4. O que tem de tão legal no Mafia Wars? Há algum aplicativo semelhante em outra rede social?
O legal do Mafia Wars é poder interagir com as outras pessoas e saber que é um jogo que não tem fim. Também é gratuito e não é preciso sair instalando nada no computador.
O jogo mais parecido com o Mafia Wars é o Gangues do Orkut, que é exatamente uma cópia. Só não sei te dizer como ele é exatamente porque as vezes que eu tentei testar ele não funcionou, como é comum no Orkut.
5. Atualmente, quais são as redes sociais que você mais usa? São apenas entretenimento ou possuem algum interesse profissional/pessoal?
O Twitter e o Facebook são as redes que eu mais tenho usado ultimamente, com vantagem para o microblog. O Orkut ainda é bastante usado, porque é onde a maioria dos meus amigos estão, e eu também participo de algumas comunidades, mas confesso que tenho entrado cada vez mesmo, e está cada dia pior. Também uso bastante o Last.fm para me relacionar com as pessoas que tem o mesmo gosto musical que eu e para descobrir novos artistas e o Delicious para compartilhar links favoritos.
Por enquanto as redes são apenas para entretenimento mesmo. Já conheci pessoas por redes sociais, e até já recebi propostas de trabalho, mas nada que realmente substitua o contato pessoal. Mas apesar de ser apenas pra entretenimento eu estou sempre cuidando (ao menos um pouco) com o que eu escrevo porque sei que empresas ficam de olho! hahahaha.

Acho que é isso, né? Espero não ter me prolongado muito. =D

É isso gente, se você não tem conta no Facebook, faça a sua agora e divirta-se com o Mafia Wars.

Obrigada Felipe pela entrevista, você fez uma ótima propaganda do Mafia Wars, acho que o post foi muito esclarecedor.