10 comentários para um hater te matar

Não tem nada melhor do que despertar o sentimento de ódio em um hater, não é mesmo? Na verdade, o que acontece é que, as pessoas simplesmente não aceitam que seu objeto de admiração tenha defeitos ou então que outras pessoas não os adorem como acham que ele deveria ser adorado e venerado. Pois bem, pensei em 10 comentários que são perfeitos para você despertar a ira alheia, apenas por ofender os fãs em tantos níveis diferentes que eles vão querer cortar a sua cabeça.

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Odiar: uma modalidade esportiva?

Os haters se multiplicaram tanto e cruzaram com tantas espécies diferentes (afinal, a compatibilidade genética de um hater e outro hater é sempre favorável ao instinto de preservação da espécie) que hoje não é raro encontrar alguém que odeie os famosos blogueiros e ao mesmo tempo sustente um blog de tirinhas de conteúdo idêntico ao dos primeiros, baseado na premissa: eu não ganho dinheiro com isso, então os que ganham são idiotas. 
Fonte.

Não raro também é encontrar fãs de metal, maiores de 20 anos, com aquele cabelo grande, ensebado preso como se fosse uma freira e que ousam falar mal dos emos e coloridos, com seus cabelos característicos.


E claro, são muitas as formas de ódio, pois o ser humano é mais inclinado a odiar e desprezar algumas coisas, do que se abrir e amar. Aproveitando a tirinha de hoje, e também o papo interessante que sempre rola nos comentários, quero conduzi-los a uma discussão sobre a análise do preço do ódio.

O ódio é um sentimento que muitas vezes se torna uma bússola, impedindo a pessoa de ver as coisas de uma forma mais ampla. O amor, o fanatismo e a admiração também causam este efeito, e de quaisquer formas, não deixam de ser prejudiciais.

A minha pergunta para vocês hoje é a seguinte: você deixa seus conceitos automaticamente te cegarem?

Eu fiquei feliz ao me deparar com o cover da Gwyneth Paltrow em Glee da música da Adele, Turning tables. Para quem não sabe, eu detesto Glee, e abomino a sem sal e sem graça da Paltrow, não obstante, adorei a interpretação.

O terror hipster mediante à popularização iminente das coisas

Hoje, no Twitter, tive a infelicidade de ler que estamos “vivendo a orkutização da Adele”. Antes de ler o título, juntar com a primeira frase do texto e me apedrejar, eu já respondo: sim meus caros, vocês já me viram utilizando o neologismo orkutização diversas vezes em meus posts para ridicularizar usuários que usam das redes sociais para fazer uma divulgação de fotos ou comportamentos notoriamente ridículos, e dignos da criação de blogs como o Grandes Tolices do Orkut
Mais uma vez, gerando o pano de fundo do assunto de hoje: Você tem uma câmera, e a função primária dela é guardar imagens de acontecimentos memoráveis e recordar de pessoas queridas. E então com a câmera digital, o conceito se expandiu muito e abrangeu a futilidade. E com a dita orkutização, o conceito se abrangeu mais, e englobou também poses ridículas, fotos de biquini e N formas de exposição afirmadoras do “eu fiz o requisito, sou bonita pra caramba“, que apenas ganha de nós a glória de participar como espectadores de tal balbúrdia social.


Com o tempo, a palavra orkutização tomou a forma de: pessoas com comportamento inadequado/indesejado tornando-se o público em peso de determinada rede social ou qualquer coisa. Por exemplo, quando os Trending Topics Br foram ocupados por palavras como We Love Jonas Brothers, os usuários do Twitter (aqueles hipsters que estavam lá antes de o Twitter ser popular, ou seja, você e eu), avaliaram o caso profundamente (coisa de 1 segundo) e concluiram que se tratava da orkutização do Twitter.

Quando o Facebook deixou de ser aquela rede desconhecida em que você só teria amigos se conhecesse americanos, e então seu colega de trabalho, sua mãe, sua tia, seu cachorro, fizeram um perfil na rede, pudemos notar algumas coisas desagradáveis: as fotos indesejadas que, outrora, estavam apenas no orkut; os aplicativos brilhantes e uma febre sem fim da grande maldição (pior que Jumanji) do “se você concorda com isso, então COLE ISSO NO SEU MURAL”. O Cole isso no seu mural é um câncer aidético duplo carpado que, não adianta, não existe ainda o filtro: se você não deseja mais ver esta infeliz brincadeira, clique aqui para excluí-la. Ou você exclui a pessoa e a brincadeira, ou você aguenta.

Bom, falamos um pouco da orkutização, mas chegou a hora de falar da Adele, não é mesmo? A nossa querida inglesa, que aos 21 anos, bateu o recorde de The Beatles e Madonna, da Lady Gaga, do Eminem  e de Bee Gees;  com suas músicas comoventes e uma voz inigualável, alcançou seu mérito e mostrou ao mundo do que uma pessoa pode ser capaz, se ela tem dentro dela esta magia de transformar tudo em arte.

A grande questão é: falar que orkutizaram a Adele, segundo o anteriormente exposto, significa que a sua popularidade conquistou as massas, e pessoas que gastam seu tempo ouvindo Lady Gaga e Beyoncé, NX Zero e quem sabe até um Rebolation da vida (não força a amizade, Jess), deram atenção ao talento da moça, que não deve ter um IMC menor que 27, que não usou o corpo para seduzir seus fãs, que escreve suas próprias músicas e que não canta pop.

A minha grande pergunta é: qual é o nojinho de acompanhar o sucesso da Adele? Creio eu que quando alguém de tal talento alcança as massas, é sinal que ela tornou acessível uma qualidade musical outrora desprezada pelas pessoas em geral.

“Ai não quero que minha banda toque na novela, porque senão, surgirá um monte de poser para virar fã”. Meus amigos, eu já fui desta opinião, e penso que: se não tivesse tocado Regina Spektor na novela, será que ela viria ao Brasil? Pode ser que sim, pode ser que não, mas é provável que a popularização dela ajudou, não? Você é tão hipster e tão egoísta assim, que não deseja nem o sucesso do cantor/cantora/banda que você curte?

A única coisa que pode justificar tal atitude seria o medo das pessoas de lhes ser tirado aquilo que as definem. Alguns caracteres demasiado pobres, conseguiram uma filosofia de vida através do tênis que usam, da bebida que tomam e da música que ouvem, e portanto, a “orkutização” de alguma coisa poderá abalar com as bases da sua personalidade. Mas se você é o tipo de pessoa que é, e não que tem, nada pode te despersonalizar, amigo, nem se a Joelma gravar um tecnobrega de Rolling in the Deep.

Calma minha senhora, não precisa matar eu e meus leitores.
Outra coisa válida a ressaltar é que os verdadeiros fãs permanecem, portanto, uma poeira de falsos fãs incentivando o artista a trabalhar mais e a ser melhor a cada dia, não é um pesadelo, mas o oposto disto.