7 sofrimentos típicos hipsters

A esta altura do campeonato até a sua mãe já deve saber o que é um hipster e que você é um deles e não tem mais como fugir desta realidade. Mas não é só disso que não há como fugir, vamos lá para 7 sofrimentos típicos que um hipster pode passar:
1. Suas bandas favoritas não vêm ao Brasil. Algumas não saem nem do continente de origem.
Já ouviu Eisley?
2. Se você for para uma festa à fantasia de Princess Chelsea todo mundo vai achar que você está de Natalie Portman em Closer (e coisas semelhantes).

3. Você ri sozinho do Sou Hipster Namoro Playboy

4. Algumas coisas você só consegue achar no Brasil para vender depois que já estão irritantemente na moda. 
Sempre adorei colar de bigode!
5. Você quer fazer piadas e memes com coisas que só você conhece…
Pelo menos Gotye o povo conhece!

6. Você agora parece só mais um babaca que se encantou com a Adele no álbum 21.
I made up my fucking mind, ok?
7. Você também é classificado pela louca mania da sociedade fast-food de nomear, rotular e classificar qualquer coisa, apenas para achar que sabe lidar com ela. 
Se identificou com algo? Puro amor hein?
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Tumblrs do momento

Aproveitando a VeryList, se seu dashboard do Tumblr anda desanimado, pare tudo e comece a seguir esta lista!

1. Sou hipster namoro playboy

Um dos mais bem humorados do momento.

2. Music letters

3. Pica não relatada

4. Como eu me sinto quando…

… alguém está fumando perto de mim.

… tento caminhar com a perna formigando.

Sentiu falta de algum tumblr aqui? Deixe o link nos comentários e sua indicação pode virar post 😉 

O terror hipster mediante à popularização iminente das coisas

Hoje, no Twitter, tive a infelicidade de ler que estamos “vivendo a orkutização da Adele”. Antes de ler o título, juntar com a primeira frase do texto e me apedrejar, eu já respondo: sim meus caros, vocês já me viram utilizando o neologismo orkutização diversas vezes em meus posts para ridicularizar usuários que usam das redes sociais para fazer uma divulgação de fotos ou comportamentos notoriamente ridículos, e dignos da criação de blogs como o Grandes Tolices do Orkut
Mais uma vez, gerando o pano de fundo do assunto de hoje: Você tem uma câmera, e a função primária dela é guardar imagens de acontecimentos memoráveis e recordar de pessoas queridas. E então com a câmera digital, o conceito se expandiu muito e abrangeu a futilidade. E com a dita orkutização, o conceito se abrangeu mais, e englobou também poses ridículas, fotos de biquini e N formas de exposição afirmadoras do “eu fiz o requisito, sou bonita pra caramba“, que apenas ganha de nós a glória de participar como espectadores de tal balbúrdia social.


Com o tempo, a palavra orkutização tomou a forma de: pessoas com comportamento inadequado/indesejado tornando-se o público em peso de determinada rede social ou qualquer coisa. Por exemplo, quando os Trending Topics Br foram ocupados por palavras como We Love Jonas Brothers, os usuários do Twitter (aqueles hipsters que estavam lá antes de o Twitter ser popular, ou seja, você e eu), avaliaram o caso profundamente (coisa de 1 segundo) e concluiram que se tratava da orkutização do Twitter.

Quando o Facebook deixou de ser aquela rede desconhecida em que você só teria amigos se conhecesse americanos, e então seu colega de trabalho, sua mãe, sua tia, seu cachorro, fizeram um perfil na rede, pudemos notar algumas coisas desagradáveis: as fotos indesejadas que, outrora, estavam apenas no orkut; os aplicativos brilhantes e uma febre sem fim da grande maldição (pior que Jumanji) do “se você concorda com isso, então COLE ISSO NO SEU MURAL”. O Cole isso no seu mural é um câncer aidético duplo carpado que, não adianta, não existe ainda o filtro: se você não deseja mais ver esta infeliz brincadeira, clique aqui para excluí-la. Ou você exclui a pessoa e a brincadeira, ou você aguenta.

Bom, falamos um pouco da orkutização, mas chegou a hora de falar da Adele, não é mesmo? A nossa querida inglesa, que aos 21 anos, bateu o recorde de The Beatles e Madonna, da Lady Gaga, do Eminem  e de Bee Gees;  com suas músicas comoventes e uma voz inigualável, alcançou seu mérito e mostrou ao mundo do que uma pessoa pode ser capaz, se ela tem dentro dela esta magia de transformar tudo em arte.

A grande questão é: falar que orkutizaram a Adele, segundo o anteriormente exposto, significa que a sua popularidade conquistou as massas, e pessoas que gastam seu tempo ouvindo Lady Gaga e Beyoncé, NX Zero e quem sabe até um Rebolation da vida (não força a amizade, Jess), deram atenção ao talento da moça, que não deve ter um IMC menor que 27, que não usou o corpo para seduzir seus fãs, que escreve suas próprias músicas e que não canta pop.

A minha grande pergunta é: qual é o nojinho de acompanhar o sucesso da Adele? Creio eu que quando alguém de tal talento alcança as massas, é sinal que ela tornou acessível uma qualidade musical outrora desprezada pelas pessoas em geral.

“Ai não quero que minha banda toque na novela, porque senão, surgirá um monte de poser para virar fã”. Meus amigos, eu já fui desta opinião, e penso que: se não tivesse tocado Regina Spektor na novela, será que ela viria ao Brasil? Pode ser que sim, pode ser que não, mas é provável que a popularização dela ajudou, não? Você é tão hipster e tão egoísta assim, que não deseja nem o sucesso do cantor/cantora/banda que você curte?

A única coisa que pode justificar tal atitude seria o medo das pessoas de lhes ser tirado aquilo que as definem. Alguns caracteres demasiado pobres, conseguiram uma filosofia de vida através do tênis que usam, da bebida que tomam e da música que ouvem, e portanto, a “orkutização” de alguma coisa poderá abalar com as bases da sua personalidade. Mas se você é o tipo de pessoa que é, e não que tem, nada pode te despersonalizar, amigo, nem se a Joelma gravar um tecnobrega de Rolling in the Deep.

Calma minha senhora, não precisa matar eu e meus leitores.
Outra coisa válida a ressaltar é que os verdadeiros fãs permanecem, portanto, uma poeira de falsos fãs incentivando o artista a trabalhar mais e a ser melhor a cada dia, não é um pesadelo, mas o oposto disto.

Não, você não é retrô

Batendo um papo com o @DanielFeltrin, ele linkou a reportagem da Folha: Vinil e câmera formam a geração de jovens analógicos.
É um velho costume de nossos pais dizerem que “as coisas eram muito melhores na época deles” e tal. A grande questão é que existe uma geração fake usando sépia em suas cybershots para ilustrar que não pertencem a este mundo moderno. Portanto, este texto é para você amiguinho, que nasceu entre os anos 1990-2000.
Aham Cláudia…
1. Não adianta dar um de retro no Tumblr. Pqp vcs, coisas antigas no Tumblr? Nem minha mãe sabe o que é Tumblr.
2. “Ah, como sinto falta dos anos 90”. Amigo, você nasceu lá, você nunca comprou nada em cruzeiro, você não votou no FHC, nem no Lula. Você é tão oldschool que só usou papelzinho pra votar no representante de sala da sua classe, pois nunca viu nada diferente de uma urna eletrônica em toda a sua vida. Você não sabe o que é inflação, você não lembra da música da Poupança Bamerindus. E Collor para você provavelmente é “cor” em inglês.
3. “Ah, eu amo vinil”. Se gosta de coisas velhas, avisarei a sua mãe no seu próximo aniversário, pois iPhone não é coisa do “seu tempo” amigo. Se você nunca rodou um LP da Xuxa ao contrário para ouvir mensagens satânicas, ou se você nunca ganhou um LP de aniversário e se sentiu o máximo, você não sabe do que está falando. 
4. “Não gosto desses desenhos novos, tipo Ben10”. Amigo, você foi criado pelo BOB ESPONJA, lembra? Bob Esponja, A vaca e o frango, Coragem o cão covarde, Du, Dudu e Edu; As meninas Super poderosas, etc. Você assistiu X-men teen e não conseguiria citar 5 personagens de Thundercats ou dizer a composição original da primeira geração dos Power Rangers.Portanto Luke, abrace o Ben10, pois ele é teu pai!
5. “Era para eu ter nascido em outra época”: sério? Com esse nike shox, iPod, internet banda larga, smartphone, Facebook, Johnny Depp, Doritos e Nutella, você queria MESMO ter nascido em 1970, 1820 ou atravessar o mar Vermelho com Moisés? Me lembre de jogar você no meio dos judeus em 1940 assim que eu inventar a máquina do tempo…
6. “Não gosto da música atual, sou mais Beatles”: e você ouve Beatles onde mesmo? Ah, no seu iPod! Seus argumentos são inválidos =D
É isso aí amiguinhos, vamos ser admiradores de uma época em que não vivemos, mas lembrando-se sempre que existe uma linha um pouco turva que delimita quem é admirador de quem é poser.