10 comentários para um hater te matar

Não tem nada melhor do que despertar o sentimento de ódio em um hater, não é mesmo? Na verdade, o que acontece é que, as pessoas simplesmente não aceitam que seu objeto de admiração tenha defeitos ou então que outras pessoas não os adorem como acham que ele deveria ser adorado e venerado. Pois bem, pensei em 10 comentários que são perfeitos para você despertar a ira alheia, apenas por ofender os fãs em tantos níveis diferentes que eles vão querer cortar a sua cabeça.

1. Para fãs do Batman: Sou muito mais o Batman do Tim Burton…
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Ela não perdoa, ela não esquece…

Não, não estou falando do filme O grito. 
 
Sim, mais uma vez um post derivado das obras da Jane Austen. Mas você, homem, 110% testosterona, que acha que Orgulho e Preconceito é coisa para meninas açucaradas, leia este post e por favor, invalide meus argumentos.
Se você garota, não leu todos os livros da famosa escritora, não se preocupe, são tantos nomes que isso nunca será spoiler para você.
Vamos analisar 3 casos:
John Willoughby de Sense and Sensibility 
 Moço bonito, conquistador, fantástico, sensível, leitor de Shakespeare, sabe conversar. Tudo de perfeito, mas guardava um segredo: engravidou uma adolescente. Final do seu lance com a mocinha: desistiu dela para casar com uma mulher rica.
Henry Crawford de Mansfield Park
Nem tão bonito, mas muito charmoso, rico e sabe flertar como ninguém. Defeito inicial: gosta de fazer as moças se apaixonarem por ele (just for the lulz) e deu em cima de uma moça comprometida. E então ele encontrou a mocinha perfeita, nobre, cujo caráter ele nunca mereceria. Ele mudou? Mudou, é uma boa pessoa, quer fazer bem e quer ser merecedor do seu amor. Mas ele mudou mesmo? Não, no menor dos impulsos fez a moça comprometida (então já casada) fugir com ele!
George Wickham de Pride and Prejudice 
 Lindo, tenente, muito bom na arte do flerte. Passado negro: após a morte do Mr. Darcy (pai do lindo tudo-de-bom Mr Darcy), gastou todo o dinheiro que ganhou deste com festas, bebidas e mulheres. E então, interessado no dote de Georgiana Darcy (irmã de Mr. Darcy), deu em cima desta, e desistiu de tudo quando soube que não levaria nenhuma grana, caso contraísse núpcias com a mocinha. Então deu em cima da heroína também, mas como não pode sustentar por muito tempo suas mentiras, fugiu com a saidinha da família, a.k.a. Fácil, by Jota Quest, Lidia Bennet. A vida lhe deu várias chances de não ser este garanhão, e mesmo assim ele não mudou!
E então agora eu me pergunto: será mesmo que ninguém merece uma segunda chance e que ninguém é capaz de se arrepender dos seus erros? Se assim fosse, então não podemos confiar em ninguém, a não ser que tal pessoa seja 100% irrepreensível?
Estive falando com a @anaspol a respeito do final de Mansfield Park, pois dos três moços apresentados, a situação de Henry Crawford é a mais lamentável. Será que eu sou muito crédula nas pessoas ou acabo de encontrar mais um motivo que explica por que Jane Austen morreu solteira?

Cadê meu Mr. Darcy?

Todo indivíduo que já assistiu ao filme Orgulho e Preconceito, ou leu a obra que levou à sua produção (Pride and Prejudice, da escritora Jane Austen) sabe que o que toda garota deseja é encontrar um Mr. Darcy. 
O que talvez você não saiba ou não se recorde, é que ao mesmo tempo em que o Sr Perfeito Príncipe Encantado é apresentado, também conhecemos o Mr. Wickham, Mr.Collins e o Mr. Bingley. Quem são eles? Ou melhor, o que eles representam na vida real? 
Mr. Wickham
Não deixe esses olhos claros te enganarem, É CILADA BINO.
Aquele cara lindo que te encantou com toda a conversa mole de como você é fofa e seus cabelos são lindos. Não tem quem não ache ele o cara perfeito, mas isso à primeira vista. O problema é que se você for saber um pouco mais, descobrirá que ele é pra lá de irresponsável, tem um monte de coisas que por serem vergonhosas, ele oculta, e ainda mente pra caramba. Sabemos que eu e você conhecemos vários e vários Mr. Wickham. Instável, ele não procura ser uma pessoa melhor, ele está somente atrás de uma boba capaz de cair na dele para ele se aproveitar.
Mr. Collins
Confessa que eu seduzo com este chapéu!
Não é bonito, não é interessante, não sabe conquistar, é apenas aquela coisa que roboticamente ficará te perseguindo e que por possuir uma auto-estima muito boa, ele sente que é um favor feito a você ele ter te escolhido. Como ele se sente um príncipe escolhendo uma plebéia, nada mais natural do que ele te tratar como presa já conquistada e achar que algo em seu caráter chato pra caramba faz você se derreter. 
Mr. Bingley
No livro ele não é tão lindo-maravilhoso-perfeito assim.
Super simpático, divertido, uma pessoa responsável, boa e até bonito. É  uma companhia agradável, porém é aquela coisa: não tem muito conteúdo. O bom de um garoto como este é que ele é tão bonzinho que serve como massa de modelar, ele vai fazer tudo o que você pedir, portanto você pode agir como agente transformador de caráter até (e eu friso ATÉ) que ele te tenha por conquistada. Depois de ter te conquistado, a luta por ser interessante ou por lhe agradar pode até continuar, mas não será mais tão intensa quanto no começo. Fora o fato de que, já que ele é tão influenciável, não sonhe que só você tenta influenciá-lo, afinal, sempre tem uma irmã legal, ou, indo para a realidade, uma mãe que quer ter o bebê dela por perto para sempre pronta para aproveitar dos benefícios do caráter do filhinho!
E se o cara não se encaixar em nenhuma dessas características? Ele é automaticamente o Darcy? Não gente, ou o cara é um pouco de cada um, ou simplesmente é um tipo não ilustrado aqui =)
Mr. Darcy
Não me olha assim, SEU LINDO.
Vamos babar nele: homem com cara de homem, com jeito de homem, lindo, porém não se aproveita desta característica como o Wickham. Bom caráter, sério, discreto, centrado, e que corre atrás do que quer. É uma pessoa responsável e que qualquer um pode atestar ser uma pessoa boa, confiável e que só cultiva vínculos de ouro. É dono de si, sabe conversar, tem conteúdo, é interessante. Coraçãozinho esse dois esse dois, amo muito.
Bom, antes de você pedir este último modelo embalado para viagem, o motivo deste post não é só discutir o comportamento masculino. Não podemos ser injustas com os garotos e dizer que nem 90% deles é digno de nós. E então você pergunta: não podemos? Sim, não podemos, pois o pretexto para iniciar esta discussão veio desta tirinha, gentilmente apresentada pelo @eduardomps:
Fonte.
Eis o tapa na cara que a realidade nos dá, não é mesmo garotas?
Queria uma Elizabeth Bennet, fui lá e só tinha Charlotte Lucas.
Pois bem, essas coisas são divertidas para quebrar conceitos. Mas a conclusão do post é algo que vocês já leram, aqui.
Enquanto isso, que tal mudarmos de postura, abrir a boca e dizer:
– Mr. Bingley, VOLTA AQUI QUE EU MUDEI DE IDÉIA!

Por que Jane Austen morreu solteira?

Bom meninas, sentem e ouçam o que tenho a dizer. Talvez seja nisso que você esteve errando a sua vida toda. E meninos, talvez vocês aplaudam o post, talvez não concordem, não sei.
Vamos às características de alguns dos famosos heróis de Jane Austen:
Mr Darcy de Orgulho e Preconceito, um homem rico, distinto, inteligente, nobre (nas ações, não de posição na realeza). Ele se interessou pelas respostas atravessadas de Elizabeth Bennet, e apesar da pobreza dela, da família estranha, do jeito inconveniente dela, ele se apaixonou loucamente. E mesmo ela dando a louca de dar um fora nele, ele ainda correu atrás da pobrinha e nem tão bonita (provavelmente ela tinha uma alma encantadora então, não?) e a convenceu por meio dos seus atos maravilhosos que ela era a mulher da vida dele. E “foram felizes para sempre” (essa frase além de patética, não ensina nada a respeito da vida para ninguém). Ah, ele também fez uma declaração de derreter!! Fora isso, ele é muito bonito.
Vamos lá, bonito d+, sensível, fofo, vaidoso, coração aberto. Peraí, falta muito pouco para eu falar para você que Mr Darcy era gay, não?

Mr Willoughby de Razão e Sensibilidade, lindo de morrer, sabia recitar Shakespeare. Chegou na hora certa e salvou Marianne de seu acidente no meio da tempestade (é o típico carinha que te ajuda a pegar seus livros no corredor da escola, suas mãos se tocam e vc se apaixona!). Fofo, engraçado, ficava o tempo todo com a família pobrinha (não que dinheiro seja tudo, mas novamente é um rapaz rico contra uma moça pobre) e sem sal de Marianne. Compreensível, companheiro, mais uma vez digo e repito: quase um melhor amigo gay!
Os heróis costumam ser sensíveis, amantes de poesia, lindos de morrer, fofos, divertidos e tudo-de-bom! Muito me admira a srta Jane Austen nunca ter encontrado alguém à sua altura!
Afinal, então o homem que você espera não pode gostar de futebol, videogame e filmes de ação, certo? Não pode ter amigos, falar um pouco mais sério e de vez em quando boiar em seus momentos “como eu preciso que você me entenda!”. Ele tem ser um docinho compreensivo quando você tiver TPM, salvar sua família de apuros, ser rico, só falar poesias, ouvir musiquinhas românticas, nunca ter tido olhos pra ninguém antes de você e te achar absolutamente perfeita?

Juntando todas estas características, eu vejo um homem assustador.


Puxa, não sei se você deseja um melhor amigo gay ou então se você quer um espantalho do Robert Pattinson no seu quarto!
Antes que você comece a cuspir fogo, saiba que sou uma grande fã de Jane Austen, gosto muito dos seus romances. Porém muitas vezes eu percebo: amor não é essa coisa idealizada, purpurinada e photoshopada, muitas vezes tem realidades que não gostamos, mas também tem tantos momentos divertidos, e tantas maneiras legais de entender o sexo oposto e tentar participar do seu mundinho também! Se você abrir os olhinhos verá que nem todos os homens são ogros, mas todos tem algum momento sensível e é isso que vale a pena 😉

Pergunta pra Jess

Às vezes, eu me deparo com algumas perguntas cujas respostas podem ser longas. Bom, tem algo que acha que eu posso ser útil? Pergunta pra Jess, nova sessão, que surgirá das perguntas dos leitores. Não vale a pergunta ser googleável, assim qual seria a minha atuação? Vamos à primeira: Por que tantas garotas lêem e amam a tal da Jane Austen?

Após tantas conversas sobre literatura com pessoas diferentes, eu sempre ouvi isso: tenho uma amiga que é pirada por ela. Sim, pela Jane Austen. Esta constante em minhas conversas com pessoas inteligentes trouxe-me luz a respeito da necessidade de explicar aos homens por que tantas mulheres lêem Jane Austen acima de qualquer outra coisa.


Se você está lendo este post, e não faz idéia de quem é ela, Google amigo.

Ao escrever este post, não pretendo desmerecer outros escritores, portanto não venha defendendo seu escritor favorito. Sente-se e entenda em 5 passos por que ela é tão amada.

  1. Atração pela alma

É bem verdade que quando olhamos para uma pessoa do sexo oposto, fazemos uma análise de segundos, em que a classificamos como atraente ou não. Não acho isso uma maravilha, mas é a realidade (vide livros de linguagem corporal, como este).

Porém, a atração pode ser desenvolvida por outros atrativos, e estes sim que definem a duração de um relacionamento. As mesmas opiniões, os mesmos princípios e os comportamentos é que uniram tantos casais nos romances da escritora. Ela aponta a sensibilidade de um, o cuidado de outro, as discussões de opiniões. E isso apresenta um mundo que muitos gostariam de possuir, mas nem todos têm: o de se apaixonar sem antes ter contato físico com a pessoa.


Independente do seu comportamento, toda mulher gostaria de ser valorizada primeiro pelo que é, por suas idéias, e não por causa do seu rosto e corpo.

Alguém discorda? Se sim, eu não vou discutir, só fico com pena de você.

  1. Identificação com os personagens

As heroínas do livro estão longe de serem aquela menininha ociosa, mimada esperando para casar, ter filhinhos e ser feliz para sempre. São garotas com personalidade, que sabem o que querem, não obstante, restringidas por uma sociedade em que a mulher, infelizmente, era apenas um adorno. Então não é de se espantar que as personagens não tenham profissão e ocupações diárias.

Porém, as discussões de sentimentos se parecem muito como quando uma garota conheceu um cara e vai contar tudo para a amiga. Existem também aquelas pessoas chatas e faladeiras, como na vida real. A mãe de uma fica tentando arranjar a filha para os bons partidos, igual a sua. E aquela garota desvirtuada, que só dá trabalho para a família está lá também. Você lembra da sua mãe, da sua avó, da sua vizinha chata que cuida da sua vida, e também se encanta esperando que conheça homens tão virtuosos como os do livro.

  1. Atemporalidade

O orgulho, o dinheiro, as origens, a sogra que quer outra e não você para seu filho, compromissos anteriores, superioridade, inferioridade, inveja, raiva e quaisquer outros fatores; foram, são e serão ainda o motivo que afasta as pessoas. E isso a autora aborda com uma convicção e riqueza de vocabulário surpreendentes.

  1. Ironia

Nada melhor do que deixar em poucas linhas o que pensa sem que para isso tenha que dizê-lo. As discussões apresentam sagacidade, as mulheres tem opiniões. Os livros dela são os que mais me fazem rir.

  1. Crítica à sociedade

Apesar de as histórias girarem em torno da possibilidade de um casamento realizar-se, a temática ainda é mais profunda. Apresenta as limitações das mulheres, os sentimentos das que tiveram que se sujeitar a este sistema, e casar com qualquer um apenas para ter sempre o que comer e como viver. Mostra o quão habilidosas tiveram que ser as inglesas do século XIX, para tentar alcançar a felicidade num lugar em que era louvável que uma mulher fosse excelente pianista, prendada, desenhista, grande leitora, e que se possível não tivesse opiniões ou anseios que traspassassem os limites de casar e ser feliz para sempre.

A própria Jane Austen enfrentou essa sociedade e tornou-se uma escritora, quando era uma vergonha para uma mulher sobreviver da própria profissão.

Um dos bons trechos pode explicar como um homem pode se tornar mais sensível ao ler um dos romances de Jane Austen. Apesar de os temas interessarem muito o público feminino, creio ser uma grande vantagem para os homens lê-la também.

Acima de tudo, arrisco-me a afirmar que seu espírito é bastante culto, seu prazer pela leitura é extraordinariamente grande, sua imaginação viva, suas observações justas e corretas, e seu gosto delicado e puro.” diz Elinor Dashwood a respeito de Edward Ferrars, o homem que amava. (retirado de Razão e Sentimento, Sense and Sensibility).

Como percebem, ela mostrou os encantos dele, e não falou de músculos, ou de olhos azuis, ou então do carro dele ou da conta no banco..

Se você já era fã dela, ou deseja conhecer muito mais, visite este blog. Se algum garoto aqui já leu Jane Austen, seria ótimo saber! #curiosa