Achei um livro e o comi.

Você já comeu um livro?


Fonte .



Existem dois versículos bíblicos que inspiraram o título do post: 

Acharam-se as tuas palavras, e eu as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração; pois levo o teu nome, ó Senhor Deus dos exércitos.” Jeremias 15:16

E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.” Apocalipse 10:9

O que consumimos, cedo ou tarde, tornar-se-á a nossa constituição. Por isso, com tanta Coca-cola sendo oferecida, a minha dúvida é se alguém aqui já comeu um livro. 

O que é comer um livro? Quando eu li O colecionador, de John Fowles, eu não morava mais em minha casa, fui transferida para Londres, onde um homem demasiado introspectivo e colecionador de borboletas passou dos limites quando ganhou na loteria. Com ele eu chamei a atenção de Miranda, uma bela garota, e a levei para um porão em uma casa abandonada. Fiquei trancada com ela, na ânsia de poder ser liberta deste louco. Senti claustrofobia, tive medo de morrer e tentei de tudo para conseguir sair de lá. Eu não estava só lendo um livro, eu estava vivendo uma história e ficando nervosa a medida que as coisas pareciam sair do meu controle. A narrativa é tensa, você tenta entender o lado do sequestrador, tenta estratégias para fugir, e continuará tentando, até o fim da sua vida.

Comer um livro não é algo que você faz quando é obrigado pela escola a ler os clássicos da literatura. Não é algo que você lê rapidamente para tentar se livrar. É como sentar-se para uma refeição, algo que deve ser desfrutado.

Portanto, agora eu lhes pergunto: você já comeu um livro? Me conte sobre isso 😉

Galera indica: Livros

Começo agora uma sessão nova: a galera indica e eu posto para a alegria de vocês.
O assunto do dia foi: livros. Eu pedi indicações para a leitura nestas férias (pra quem tem férias) no Twitter. São gostos diferentes e interessantes que pretendo colocar na minha listinha de próximas leituras. As indicações é transcrição dos tweets, não mudei nenhuma palavra, a não ser erros ortográficos. Vai aí:
  1. A Cabana, William P. Young: Se Deus é tão poderoso, por que Ele não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? Indicado pelo @Cruciani.
  2. Yargo, Jacqueline Susann: Livro simples e complexo, ficção e romance, tudo ao mesmo tempo. Uma boa história que prende a atenção. Indicado pelo @ericg_.
  3. A Sangue Frio, Truman Capote: Narrativa e enfoque jornalístico impecáveis. Indicado pelo @amorosodanilo.
  4. Memórias das minhas putas tristes, Gabriel Garcia Márquez: O anti-herói é surpreendente e a narrativa prazerosa. Indicado por @rafabalde.
  5. O diário de Bridget Jones, Helen Fielding: Quem não se identifica com a visão tragicômica da vida por Mrs. Jones? Super adoro! Indicado por @alan_antunes.

E a minha indicação de livro é: O cão dos Baskerville, Sir Arthur Conan Doyle, para vocês entrarem logo no clima do melhor detetive de todos os tempos: Sherlock Holmes.

O que é descansar para você?

No início do ano, eu descansava do estágio dentro do ônibus, lendo: Jacques, o fatalista e seu amo, de Denis Diderot.

É leitores, admito essa quedinha pelo iluminismo. Mas não vamos nos concentrar no iluminismo hoje, mas em algumas idéias legais que tem no livro.

“Acaso somos livres para nos apaixonarmos ou não? E quando nos apaixonamos, acaso somos livres para agir como se não estivéssemos apaixonados?”

É isso, a emoção também é nossa escravidão. Quando ouço alguém falar: não creia nisso, isso é uma prisão. Não siga essa linha de pensamento, você tem que ser livre. Então eu penso: essa liberdade existe de fato? Ou nós somente nos transferimos de amo em amo?

P.S.: Leiam esse livro, pois dá vontade de digitar ele inteiro aqui agora.


Quando o mau gosto alheio é uma decepção

Já passou por isso? Alguém te pegar com um livro e falar:
– eu também ADOOOOORO ler!
– É mesmo? O que você lê?
– Eu já li toda a série Crepúsculo, Harry Potter, todos os livros do Augusto Cury e também O Diário da Princesa.
– ¬¬’
Antes de receber comentários de “Mimimi People” vamos colocar os neurônios para funcionarem: a literatura é uma arte.
O que é arte? Vamos pensar: Leonardo da Vinci é arte, e o fato da sua tia pintar lindas peças em madeira não fazem dela uma imortal da pintura, concorda?
Chopin é arte, e o fato de o Latino produzir o Cd “Junto e misturado” (dorgas, eu sei o nome ¬¬’) não significa que ele seja um ícone da música, um artista fantástico!
E queridos, literatura também é arte. Ou seja…? Os trabalhos do Augusto Cury são muito bons (já li alguns livros), a J.K. Rolling fez uma fortuna com Harry Potter. Mas não importa o quanto vendeu, isto não é arte! Crepúsculo também não é arte. Eu não tenho um dinossauro de plástico, mas quaisquer argumentos que contrariem esta verdade serão inválidos.
E você, já passou essa indignação em relação à alguma dessas coisas?
A tirinha eu vi aqui, mas quem inspirou o post foi o tumblr do Th3Nerd.

Sai dessa cadeira!

Bom gente, eu estou com vontade de tirar vocês do tédio!
Sempre tem algo #diferente que você pode fazer esta semana. Ler meu blog é uma delas…rs
Outra é conhecer essa lista de The 500 greatest movies of all the time.
Se você está a fim de jogar dinheiro fora, dá uma olhada no DealExtreme e compre porcarias super legais que chegam do outro lado do mundo com frete grátis!
Comece a assistir The Big Bang Theory.
Leia o blog Byte que eu gosto.
E se vc não sabe nada sobre o chip do Pedro, enquanto ninguém pega o chip de ninguém (pra me tirar do tédio), vai assistir esse vídeo.
Siga alguém diferente e divertido, como o @anonimofamoso.
Ouça esse CD da Sara Bareilles.
Enjoy!
(estou terminando uns livros, na próxima comento sobre algum deles)

O Lobo da Estepe

O prometido era falar também sobre livros. Eu tenho um arquivo legal do último blog, então vou transportá-lo aos poucos para cá. As pessoas que já leram, ignorem. As que não leram, se prestarem atenção é certo que vão gostar.

Existem determinados trechos de livros que me encantam com uma profundidade que não tenho palavras para descrever. A singeleza, a dança por entre os vocábulos, a capacidade de verbalizar uma imagem que só existiu em sua mente, esta é a pobre descrição que tenho para a excelente mente de Hermann Hesse, um dos melhores escritores que já existiu.

Como também AMO olhos, olhares e tudo o que eles tem capacidade de expressar, decidi transcrever um trecho sobre esse assunto. É extenso, porém vale a pena ler!

Eis aqui um trecho, sobre o olhar do Lobo da Estepe, apelido do personagem Harry Haller:

“Quando o orador subiu à tribuna e começou a elocução, decepcionou pela maneira presumida e frívola de seu aspecto, a muitos dos seus ouvintes, que o aviam imaginado algo assim como um profeta. E quando então começou a falar e, à guisa de introdução, endereçou aos ouvintes palavras lisonjeiras, agradecendo-lhes por haverem comparecido em tão grande número, nesse exato momento o Lobo da Estepe me lançou um olhar instantâneo, um olhar de crítica àquelas palavras e a toda a pessoa do conferencista, oh! um olhar inesquecível e tremendo, sobre cuja significação poder-se-ia escrever um livro inteiro! O olhar não apenas criticava o orador e destruía a celebridade daquele homem com sua ironia esmagadora embora delicada; não, isso era o de menos. Havia nesse olhar um tanto mais de tristeza que de ironia; era na verdade, um olhar profundo e desesperadamente triste, com o qual traduzia um desesepero calado, de certo modo irremediável e definitivo, que já se transformara em hábito e forma. Não só transverbava com sua desesperada claridade a pessoa do vaidoso orador, ironizava e punha em evidência a situação do momento, a expectativa e a disposição do público e o título um tanto pretensioso da anunciada conferência – não, o olhar do Lobo da Estepe penetrava todo nosso tempo, toda a afetação, toda a ambição, toda a vaidade, todo o jogo superficial de uma espiritualidade fabricada e frívola. Ah! lamentavelmente o olhar ia mais fundo ainda, ia além das simples imperfeições e desesperanças de nosso tempo, de nossa espiritualidade, de nossa cultura. Chegava ao coração de toda a Humanidade; expressava, num único segundo, toda a dúvida de um pensador, talvez a de um conhecedor da dignidade e sobretudo do sentido da vida humana. Esse olhar dizia: “Veja os macacos que somos! Veja o que é o homem!” E toda a celebridade, toda a inteligência, toda a conquista do espírito, todo o afã para alcançar a sublimidade, a grandeza e o duradouro do humano se esboroava de repente e não passava de frívolas momices!”

Teste inútil: Que livro vc é?


Que livro você é?

Finalmente um teste que pensa um pouco na sua inteligência! hehe
Meu resultado:

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também
“A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Força única hein…eu acho que eu sou estranha mesmo…rs