Se for add deixa….OH WAIT

Lembra do famigerado anúncio  deixado por todo mortal na rede social em experiência de pós-morte,  “só add se deixar scrap”? E isso servia para…? Óbvio, para que a pessoa te lembrasse de onde você a conhece, pois as pessoas até então usavam redes sociais para manter contato com seus amigos, colegas e parentes, e não queriam estranhos tendo acesso às suas fotos e informações pessoais, certo? E claro, dando uma ênfase especial às fotos.
Antes de tudo, as pessoas iam aos eventos e só tiravam fotos do que fosse memorável: formatura, casamento, aniversário. Com as câmeras digitais, as Casas Bahia e suas prestações a perder de vista e a TekPix, a câmera que só não está postando neste blog agora, pois ainda não a programei para isso (minto, não tenho uma), o ato de tirar fotos não implicava gastos mais, portanto fez com que toda a mágica desvanecesse para dar lugar a um novo ato: a futilidade. Foto do barzinho com os amigos, foto de aulas na faculdade, foto no banheiro, na sala, no quarto, foto de perfil em rede social, foto de tudo. Mas com o tempo, a futilidade também tomou forma e utilidade. Com as fotos você pode dar personalidade à sua vida virtual, fotografar acidentes, ou ter noção de como está o trânsito em Recife, sendo que você mora em Porto Alegre, e só soube disso pelo Twitter. Twitter, chegamos aonde eu queria. 
O relacionamento nas redes sociais não são sempre os mesmos, embora no início tendiam a ser. 
Orkut, onde tudo começou?
Nem fale nada, você tinha BuddyPoke QUE EU SEI.
No Orkut, você queria adicionar só quem você conhecia, para mostrar suas *fotos* do fim de semana, trocar idéias e os famigerados scraps, além dos depoimentos (aquela rasgação de seda, em que todo mundo ama todo mundo, todo mundo é fantástico, lindo e tal). A questão não é a inclusão digital, a questão não é gente infeliz fazendo fake  de cachorros. Você saiu do Orkut pois o serviço não lhe satisfazia mais, ou você é só um zumbi sem opinião que segue a correnteza e faz com que alguém na foto abaixo tenha ~ bilhões de motivos para rir. 
E o Facebook…
Mark rindo enquanto pode, será?
No Facebook você adiciona seus amigos, e com o botão do like, pode interagir com eles na timeline, em que todos comentam, e por isso a febre toda em volta da rede social (na qual eu não tinha mais de 20 amigos há 2 anos atrás). A interface clean conquista, os social games e os eventos também.
Me segue que eu te…
No Twitter quem você “adiciona” não necessariamente “adiciona” você. Você não necessariamente quer falar com seus amigos, pois o que você quer é entretenimento, notícias, dar risada, discutir assuntos e se expressar o máximo que dá em 140 caract…  Portanto, não importa se você segue um estranho, ou alguém que nunca falará com você. Não importa para a pessoa se você é legal ou o que você fez no fim de semana, a única coisa que importa é que rolem tweets de interesse para quem segue. E claro, se você quer compartilhar fotos, existe o Twitpic, e também tem o Twitcam para aparições ao vivo, um serviço deveras famosinho.
E o Tumblr?
No Tumblr, assim como no Twitter, é a regra de seguir e ser seguido, portanto, não é uma real amizade. Aliás, não é um real nada. Você segue alguém que você pode não fazer idéia de quem seja, você não sabe de onde a pessoa é, você não quer saber, você nunca mandará um reply para a pessoa, pois nem tem como fazer isso (no máximo uma pergunta na caixinha Ask, isso para os usuários que a deixaram ativa). Simplesmente não é amizade, são likes e reblogs e assim a máquina funciona e você vicia. E você gosta das pessoas e nunca saberá a idade delas, ou conseguir o msn (igual pode rolar no Twitter), pois o que interessa são likes e reblogs, memes e comemorações, imagens que você nunca veria em outro lugar da internet.
Você está olhando para David Karp, o criador do Tumblr. E se você for garota, você está olhando há mais de 10 segundos.
Aiaiai, o Google +


E o Google +, Jess? Bom, ainda estou na exploração do Google +, e posso falar a vocês que, assim como no Twitter, Facebook e Tumblr, se você restringir suas conexões a contatos da vida real, você pode perder o melhor da coisa. O G+ misturou aquela coisa linda que era o Google Buzz, em um lugar em que você pode postar de tudo, usar o Gtalk (sem automaticamente adicionar contatos que você adicionou ao seu círculo), e brincar de Hangout com a galera (é ótimo!). E pegou o melhor do Twitter e Tumblr: quem você adiciona não necessariamente virou seu contato, e só se tornará se ele te “circular” também (sim, lá você coloca as pessoas em círculos). O seu fim de semana pode ter sido super legal com a galera, então tire uma foto e poste no Twitpic ou no Instagram, pois estamos ficando sem tempo para olhar tantas fotos, já que o conteúdo não pára (enquanto você está dormindo, sua timeline do Twitter e dashboard do Tumblr estão acontecendo e você está perdendo tudo: pense nisso)
A minha dica seria: não faça do G+ o seu querido diário, e procure por usuários interessantes, você pode até adicionar seus amigos, mas faça um círculo que valha a pena acompanhar. Você não é um cachorro adestrado, vá atrás do conteúdo e pare de procurar o Orkut em toda rede social em que você entra. 
Anúncios