A filosofia barata

Para começar, já digo que detesto quem usa “filosofar” como um verbo pejorativo. Filosofia não é essa coisa de gente que fica duas horas falando sem parar e não fala nada que preste, isto é falar água, é loquacidade frívola, é exercício salivar desnecessário, é tudo, menos filosofia. Filosofia é outra coisa. Assim como o fato de você ter uma conta no Twitter não lhe torna um escritor (mesmo que possua “reconhecimento”). A filosofia é um gosto e paixão pelo saber, portanto é acompanhada de muito estudo e principalmente muito respeito com as pessoas que fizeram o mundo do conhecimento ser o que é hoje. 
Se você falar em “filosofia de vida”, com certeza estamos falando de algo diferente. É o comportamento embasado nas coisas que uma determinada pessoa crê ou não, refletida em sua cultura e condições sócio-politico-econômicas (não reparem nos hifens, me amem). Nem sempre se escolhe uma filosofia de vida , algumas pessoas deixam que outras venham a escolher por ela, já outras são obrigadas a optar pela filosofia alheia. A questão é que todo mundo tem uma e ela é o norte do seu comportamento. 
Se eu perguntar a você qual é a sua filosofia de vida, o que você dirá?
Fonte.
Lembrei que não demorou muito na faculdade até que as pessoas se incomodassem com o meu estilo de vida. Já me mandaram sair, ir para as festas, namorar vários caras, já me falaram que beber é muito melhor e que eu estou desperdiçando a minha vida, etc. Já outras pessoas encaram a minha filosofia de vida como uma santidade, pois de alguma forma elas acham que não estou sujeita aos mesmos sentimentos, pensamentos, vontades e curiosidades que elas. Acham que existe a pessoa “quietinha”, que nem espirrar espirra, de tão santinha que é. 
A felicidade é algo subjetivo e de livre interpretação, portanto, questionar a filosofia de vida alheia não é errado, mas é algo sério. Isso pode ser uma ofensa, portanto, por que a massa insiste que devemos ser todos iguais?
A vida é uma só, temos que viver cada dia como se fosse o zzzZZZZZZZZZZ… Mete bala na filosofia barata e vá a procura da sua realização pessoal.

Tomando decisões

Não posso falar que é comprovado cientificamente que as emoções e estímulos físicos afetam e muito as nossas decisões, pois não encontrei nenhum artigo científico falando disso agora (mas se alguém encontrar, será muito bem vindo nos comentários), todavia, é impossível discordar que, por causa dos fatores anteriormente citados, a nossa inteligência e julgamento são facilmente comprometidos.

Creio que posso falar por todos quando digo que um não pode se tornar um sim, quando a argumentação ultrapassa os limites razoáveis de uma discussão. Uma mãe não quer fazer um bolo de chocolate para o filho pois está cansada, ele utiliza a técnica de falar de maneira fofa e começa a dar beijos no rosto dela: pronto, ela está lá colocando os ingredientes em uma batedeira.

É claro que, quando as emoções e/ou os impulsos físicos (a libido, e/ou sei lá mais o que) tomam as rédeas da nossa razão e por consequência, das nossas ações, nem sempre estamos falando de um nível alto de agradabilidade das consequências. Uma das coisas que você já deve ter ouvido falar são aqueles comentários de que “não se deve tomar decisões de cabeça quente” e claro, se as pessoas de fato refletissem a respeito da esfera que as motiva a tomar certas decisões, alguns assassinatos não teriam acontecido, e em um âmbito menos violento, você teria contido aquelas palavras horríveis e aquela pessoa com quem não conversa mais hoje, estaria ao seu lado. Outra coisa que definitivamente não aconteceria, se as pessoas esperassem a euforia ir embora e deixassem que um sentimento mais sóbrio irrigasse seus corações são as malditas tatuagens com nomes de namorado(a), ou pior, com nome/rosto de ídolos, seja da música, futebol, seja Jesus Cristo.

Odiar: uma modalidade esportiva?

Os haters se multiplicaram tanto e cruzaram com tantas espécies diferentes (afinal, a compatibilidade genética de um hater e outro hater é sempre favorável ao instinto de preservação da espécie) que hoje não é raro encontrar alguém que odeie os famosos blogueiros e ao mesmo tempo sustente um blog de tirinhas de conteúdo idêntico ao dos primeiros, baseado na premissa: eu não ganho dinheiro com isso, então os que ganham são idiotas. 
Fonte.

Não raro também é encontrar fãs de metal, maiores de 20 anos, com aquele cabelo grande, ensebado preso como se fosse uma freira e que ousam falar mal dos emos e coloridos, com seus cabelos característicos.


E claro, são muitas as formas de ódio, pois o ser humano é mais inclinado a odiar e desprezar algumas coisas, do que se abrir e amar. Aproveitando a tirinha de hoje, e também o papo interessante que sempre rola nos comentários, quero conduzi-los a uma discussão sobre a análise do preço do ódio.

O ódio é um sentimento que muitas vezes se torna uma bússola, impedindo a pessoa de ver as coisas de uma forma mais ampla. O amor, o fanatismo e a admiração também causam este efeito, e de quaisquer formas, não deixam de ser prejudiciais.

A minha pergunta para vocês hoje é a seguinte: você deixa seus conceitos automaticamente te cegarem?

Eu fiquei feliz ao me deparar com o cover da Gwyneth Paltrow em Glee da música da Adele, Turning tables. Para quem não sabe, eu detesto Glee, e abomino a sem sal e sem graça da Paltrow, não obstante, adorei a interpretação.

Think about

Não te avisaram, mas a  Terra não gira mais em torno do Sol, ela e o sol inclusive, giram em torno desse carinha: 
Contem para  mim: vocês já conheceram algum indivíduo dramático? O dramático é uma pessoa que passa por diversos infortúnios na vida. O seu dinheiro nunca dá para nada, a sua família sempre está com problemas de doença, ele está sempre sozinho, seu emprego é pior do que carregar pedras morro acima todo dia. Ele sofre tanto que sempre faz questão de comentar a respeito o tempo todo. Todo mundo conhece um sujeito desses, não?
Já passou pela situação de você estar se abrindo para uma pessoa e então, em vez de lhe ouvir, ela lhe diz: “é que você nunca passou por algo pior que isso, eu por exemplo…”. Aí estão dois pecados mortais dos relacionamentos humanos: 1. Não saber ouvir, 2. Diminuir o sofrimento alheio. Posso estar errada, mas cada pessoa tem sofrimentos proporcionais à sua idade. Uma criança que é a última a ser escolhida no time de futebol do pré se sente praticamente da mesma forma que um adulto que nunca consegue uma promoção enquanto seu chefe passa todos na sua frente. O fato de os pais de uma amiga estarem se separando e ela estar triste por isso nunca poderá ser reduzido por outra pessoa, apenas porque os pais desta morreram. Diminuir o sofrimento diminui a dor? Ou apenas reduz a liberdade da pessoa em poder se abrir para você?
A tirinha era apenas para divertir e o post não é uma indireta específica, apenas um convite para todos, dramáticos ou não: vamos combinar de hoje sermos gratos por tudo e não reclamarmos de nada? 

Os olhos não se fartam de ver

Mais um momento no blog para levar todos a uma pequena reflexão:

Clique na imagem para ampliar.
E você pensando que ele teria conseguido uma bola de beisebol? 
Então qualquer pessoa pode pensar: mas que horror, como que as pessoas podem ser tão cruéis a ponto de apreciar uma cabeça humana! Isso nunca existiu, os homens não podem ser tão cruéis!
Opa, somos cruéis sim, e temos um amor por tudo que possa se chamar espetáculo. Hoje um espetáculo para nós é assistir a um concerto, uma obra teatral ou qualquer coisa do âmbito artístico. Porém a palavra deriva do latim spectacùlum, cujo significado original é algo interessante de se assistir, escandaloso, inconveniente.
Já dizia o Rei Salomão em Eclesiastes 1:8 “Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir, os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir”.
Quando presenciei uma enchente, encontrava-se mais pessoas preocupadas em fotografar o evento e seus estragos do que em ajudar os outros com as dificuldades de passagem, ou a ajudar a limpar os carros e levantar as motos arrastadas.
Será que este prazer por desgraças assusta só a mim?

É mesmo aquilo que você imagina?

Em uma volta randômica pelo Brawl in the Family, encontrei a tirinha abaixo.

Você já sonhou d+ com alguma coisa e quando chegou lá, não era tudo aquilo que você pensava? Ou chegou a se perguntar: e o que eu faço agora?
É ótimo ter objetivos de vida, mas e quando se conquista, tal qual uma criança que ganhou o boneco que queria, você vai jogar fora?
Acho que todo filme de terror em que uma criatura maligna concedia desejos à mortais ensinava apenas uma coisa: cuidado com o que você deseja. Você não sabe o que é bom para você, o que é bom hoje pode se transformar no seu inferno amanhã. 

P.S.: É claro que, se eu fosse a pequena sereia, e encontrasse o Waluigi em vez de o príncipe Eric na praia, eu iria para o fundo do mar viver feliz para sempre XD

Teoria da egoconspiração

Para poder começar mais uma teoria mirabolante e nonsense, primeiro temos que estabelecer alguns termos. No momento, o melhor dicionário a recorrer é o Houaiss:
Conspiração é o ato ou efeito de conspirar, maquinação, trama. Ou seja, conspiração é quando todos do universo estão escondidinhos com um plano pra lá de bem elaborado para acabar com uma pessoa/poder/sistema. 
Todavia, um verbete que não está nos dicionários convencionais, mas que você encontra no VeryJess é a egoconspiração. E bom, como a palavra é minha e eu faço dela o que eu bem quiser, defino que egoconspiração  é o ato de pensar que todos durante o tempo todo estão conspirando contra você mesmo. Pode-se dizer que é um tipo específico de paranóia.
Para um egoconspirador, todo mundo é a Lucy.
Aí você me dirá que nunca ouviu falar disso e que eu estou viajando. De fato estou, mas você já ouviu falar disso sim. A pessoa que mantém este tipo de pensamento é a mesma que pensa que:
1. Se sua bateria acabou no meio da ligação, é porque você a odeia e está evitando-a.
2. Se seu msn cai, você está ignorando-a apenas para torturá-la e rir disso.
3. Se você não atende a uma ligação, foi de propósito e foi num momento em que você armava mais um dos seus planos maquiavélicos para se livrar da pessoa.
4. Se você não dá bom dia feliz, é porque você odeia a pessoa, e quer deixar isso claro.
5. Se o sinal fechou, certamente é por que Deus odeia a pessoa.
Conclusão: não importa qual adversidade do dia a dia trará algum inconveniente ao relacionamento que você tem com algumas pessoas, não obstante a culpa sempre será toda sua e você é uma pessoa de má vontade, falsa e ridícula. Não importa que adversidades essa pessoa enfrentará diariamente, nada é consequência dos atos dela ou uma mera coincidência, mas apenas um complô que Deus e todas as outras pessoas do universo fizeram contra ela. 
Nestes momentos você percebe que a egoconspiração baseia-se no simples fato de um indivíduo se sentir o centro do universo. Tudo o que dá errado é culpa de todos, tudo o que dá certo é um mérito dele.
Interessante escrever este post e lembrar de tantas pessoas e ao mesmo tempo de ninguém. Não sei se vocês gostaram do post, não é um desabafo, mas é um post mal humorado que tudo tem a ver com este dia maravilhoso que é a segunda-feira. Se a sua já começa com esse tipo de pessoa, divirta-se dando um bom dia à la Garfield 😉

O direito de ser idiota

Existe uma frase que gosto de usar para dar perdão às ações, loucuras e à inconstância da adolescência: todo mundo tem o direito de ser idiota até os 19 anos, se após esta idade a pessoa continuar idiota, não há salvação mais. A pessoa era criança, de repente todos lhe exigem uma identidade, muitas vezes sem alternativa, ela se espelha em seus irmãos ou seus amigos da escola e/ou alguma porcaria.
Lembrei disso lendo este texto, do amigo Marcel Dias.

Ontem mesmo eu perdi um dos meus preconceitos e fui ver um vídeo do Felipe Neto (éééJess surpreendendo pra bem ou pra mal), em que ele analisava os livros e a saga de filmes Crepúsculo. O ponto aqui não é dizer o que achei, nem promover o garoto (ele não precisa disso).

Em seu texto, o Marcel salientou o comportamento dos adolescentes em relação às críticas do Felipe Neto, e os comparou os xiitas. Foi apropriado, em vista das proporções dos movimentos que declaram ódio ao vlogueiro.

Voltando à frase inicial, todo mundo tem o direito de ser idiota até os 19 anos, sim, mas isso tem limite. Defender Fiuk, Restart, Crepúsculo, Justin Bieber e qualquer outro ídolo teen como uma religião, ou pior, como um estilo de vida, sendo que são apenas produtos é compátivel a dizer que eu tatuei a embalagem do Nescau no braço, e que “Energia que dá gosto!” é meu lema de vida.
As crianças que estão nesses movimentos não aprenderam que primeiro devem honrar à sua própria família e respeitar seu próprio corpo; pois se assim fosse, estariam mais preocupadas em estudar do que passar o dia na internet, vestidas como seus ídolos, declarando ódio à pessoas que só expõem suas opiniões. Gostar, ouvir? Quem somos nós pra proibir? De maneira alguma, se tal é correspondente à idade deles, dentro da cultura imposta em 2010, e disso eles não conseguirem se desvencilhar, não há muito o que se possa fazer.

Foi citado nos comentários: “Não é agora que crianças de 11/12 anos vão começar a ouvir música que preste e ler filosofia clássica por causa de alguns vídeos na internet com um cara criticando os outros com um cabelo modernoso. E nem deveriam.”

Bom, conheci crianças fãs de Mozart, leitoras de Jane Austen, e até um garoto que leu a Bíblia com 9 anos (e não é um fanático). E com 13 anos, eu já manifestava meus primeiros interesses por Voltaire. Impossível? Então devemos nos conformar com a juventude inserindo coliformes fecais no cérebro e ainda contando vantagem disso? Que, pois, fazer?

Qual a melhor abordagem para com os jovens, afinal? Duas horas de aula expositiva sobre quão grande foram os escritores do realismo brasileiro, enquanto todos tuitam e conversam com seus colegas, ou então 10 minutos de vídeo de alguém muito pouco mais velho que eles, que, na linguagem deles, expõe o quão ridícula é a adoração à coisas cujo conteúdo baseia-se numa porcaria comercial que apenas visa ao lucro?

Não sou fã do Felipe Neto, mas reflitam.

Recadinho: semana que vem terá uma promoção imperdível! Aguardem ^^

Ler mentes: um poder ou uma maldição?

Você que já assistiu o seriado Heroes (perdoem o exemplo fail) ou o filme Do que as mulheres gostam, pode ter pensado: que dádiva é o poder de ler mentes!

Fonte: Capinaremos.

Todos falam que preferem ouvir “uma dura verdade a viver uma doce mentira”, mas de fato, até onde você está preparado para isso? Imagina ouvir todos os dias tudo o que de fato pensam a seu respeito:

Preguiçoso, chato, mal humorado, FEIO, esquisito, odeio sua voz, não tinha uma camisa melhor pra usar hoje?, exagerou na maquiagem, você sempre responde isso, você nunca terá chance comigo, detesto esse perfume, ainda pego você, como você é um covarde, TE BLOQUEEI NO MSN, não vai pedir meu msn?, eu nunca estou ocupada, odeio falar com você, esse mimimi de carência me enche o saco, lá vem ele de novo, aff, some da minha vida.”

Eu tentei ser pessimista, porém creio que pode ser pior. Não que ninguém pense coisas boas a respeito das pessoas, mas as críticas sempre estão na ponta da língua e muitas coisas não são ditas em prol de manter a cortesia, troca de favores ou as amizades.

O ruim não seria somente ouvir as verdades, seria também saber separar as verdades das mentiras, seria ter ânimo para correr atrás de uma pessoa que em seu interior afirma que você nunca teria uma chance, mas ela está errada.

As pessoas julgam muito, mas elas também podem estar muito erradas. Portanto, parece que saber voar, ou ter o poder da bilionaridade, como o Batman, é bem mais interessante.